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01/06/2017 - IPESI INFORMA

Crise reflete também na ascensão na carreira

Com a crise brasileira, refletindo no aumento do desemprego no Brasil - são cerca de 14 milhões segundo dados mais recentes do IBGE -, as promoções para o profissional que permanece empregado tardam a acontecer. Levantamento da Page Personnel, consultoria especializada no recrutamento de profissionais técnicos e de suporte à gestão, parte do PageGroup, indica que seis em cada dez profissionais não recebem nenhum tipo de ascensão na carreira há mais de um ano.

A pesquisa foi realizada em fevereiro e março deste ano com a participação de 283 profissionais técnicos e de suporte à gestão para entender o comportamento desse público em relação à promoção. O estudo apontou que 21,9% dos executivos não receberam promoção nos últimos 12 meses e outros 22,3% não foram promovidos nos últimos 24 meses. Dos que confirmaram a ascensão na carreira, 15,2% disseram que o fato ocorreu há dois anos enquanto 26,1% foram promovidos há um ano e 14,5% há seis meses.

"A instabilidade econômica afetou também quem permaneceu empregado. Quem ficou teve de lidar muitas vezes com sobrecarga de trabalho e esperar mais tempo por uma promoção. O período de baixa demanda no mercado força as empresas a reverem suas estratégias e estrutura. Em épocas de crise é comum as companhias congelarem novas vagas e promoções para se adaptarem aos novos tempos e manter a operação com um custo mais equilibrado", explica Ricardo Haag, diretor da Page Personnel.

A pesquisa procurou entender se a ausência de promoção provocaria a busca de novas oportunidades em até quanto tempo. Mais da metade (53,7%) afirmou que buscaria essa nova vaga em até três meses. Os que esperariam até um ano somaram 19,7%, seguido por até seis meses (11,9%) ou não pretende buscar novas oportunidades (10,6%). E representaram 4,1% aqueles que esperariam por até nove meses. A pesquisa quis descobrir os motivos daqueles que conseguiram uma promoção em períodos de turbulência. Chegaram a 40,9% os que superaram metas e atingiram resultados. A mistura de fatores foi a principal razão para 30,5%. Uma parcela de 17,3% assumiu novas funções nos períodos de crise. O grupo que investiu em conhecimento foi de 7,7% enquanto 3,6% apostaram em networking.

"A meritocracia sempre será um fator decisivo em avaliações de desempenho. Essa métrica influencia bastante a tomada de decisão dos gestores na hora de redirecionar pessoas em novas posições ou funções", conta Haag.

Se a promoção não sai, os profissionais buscam no mercado novas oportunidades. Para conhecer o que os seduz, foi perguntado o que faria abrir mão de uma carreira estável para um novo desafio. De acordo com 29%, um salário fixo mensal mais atrativo. Para 23%, programas de aceleração de crescimento. Na sequência aparecem programas de recompensa (18%); bônus e participação de lucros (14,8%) e investimento em conhecimento, com 15,2%.

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