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Metal Mecânica

02/06/2017 - IPESI INFORMA

Investimentos em máquinas e equipamentos recuam 21,9% de janeiro a abril



Os investimentos em máquinas e equipamentos em abril de 2017 somaram R$ 5.930,77, refletindo queda de 23,2% em relação a março de 2017. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 26,3% - a décima queda consecutiva neste tipo de comparação. No período de janeiro a abril, o consumo aparente de máquinas e equipamentos somou R$ 26.809,22 milhões, acumulando queda de 21,9% em comparação ao mesmo período de 2015, segundo dados divulgados pela Abimaq no último 31 de maio.

Estes dados por si só indicam a difícil situação da indústria brasileira de bens de capital. Além disso, dados divulgados no dia 1° de junho pelo IBGE mostram que Formação Bruta de Capital Fixo sofreu contração de 3,7% no primeiro trimestre de 2017 em comparação com o mesmo período do ano anterior - a décima segunda consecutiva.

A CNI também divulgou no dia 1° de junho o estudo Indicadores Industriais. De acordo com a pesquisa, todos os indicadores do primeiro quadrimestre registraram queda na comparação com o mesmo período de 2016. O faturamento ficou 7,8% menor e as horas trabalhadas 4% abaixo do registrado no primeiro quadrimestre de 2016. Já a utilização média da capacidade instalada foi 0,7 ponto percentual menor nos primeiros quatro meses deste ano do que em igual período de 2016.

Apesar de o IBGE ter divulgado crescimento de 1% no PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, a Abimaq não se mostra otimista. Nota oficial da entidade, assinada pelo presidente do Conselho de Administração, João Carlos Marchesan, diz que o resultado positivo do PIB foi motivado pelo desempenho do agronegócio e pelo setor externo da economia. No entanto, esses resultados se devem a uma elevação extraordinária da safra de alguns produtos agrícolas, que não deve se repetir nos próximos trimestres.

"A entidade ressalta que devem ser implementadas pelo governo medidas de incentivo ao crescimento no curto prazo. Só assim o país poderá deixar para trás definitivamente a recessão, fazendo com que o crescimento registrado no 1º trimestre não seja, de fato, um 'falso positivo'", diz a nota divulgada no dia 1° de junho.

VENDAS - As vendas realizadas pela indústria de bens de capital no mês de abril caíram 20,6%, na comparação com março. Na comparação com abril de 2016, a queda foi de 10,5%, a vigésima quinta queda consecutiva. No ano, as vendas acumularam queda de 10%. A média mensal de vendas em 2017 (R$ 5 bilhões) é o pior resultado da série histórica iniciada em 1999.

No mercado interno, após crescimento de 11% registrado em março em relação a fevereiro, abril registrou queda de 8,6%, e levou o resultado do ano a queda de 1,6% em relação ao período de janeiro a abril de 2016.

COMÉRCIO EXTERIOR - Em abril, após crescimento de      55,6% registrado no mês de março, as exportações recusaram
33,6% em relação a março. Na comparação com abril de 2016, o      resultado também foi negativo - 8%. Com isto no período de janeiro a abril, o desempenho recuou de 4,2% no 1º tri, para 1%.

A  queda do mês de abril foi influenciada pela base elevada. No  mês de março ocorreram vendas pontuais direcionadas para o setor de saneamento da China.

A queda observada no mês de abril em relação a março foi marcada pela queda em todos os grupos de setores fabricantes de
máquinas e equipamentos.  A maior queda ocorreu em Infraestrutura e indústria de base  (-74,3%), depois do crescimento 96,3% em  março sobre o mês de fevereiro. 

Em Componentes para a indústria de bens de capital observou-se
queda de 28,2% e em Máquinas para a indústria de transformação     de 27,4%.

No ano o destaque positivo é para o setor de Máquinas Agrícolas,
que acumulou crescimento de 61% no período de janeiro a abril.

Após o aumento de 38,6% das importações de máquinas e equipamentos em  março, observou-se  nova  queda  em abril,
relação ao mês anterior (-33,4%). Na comparação em relação a abril de 2016, as importações  recuaram 30,4%.  Com  isto  a  queda acumulada no primeiro quadrimestre voltou aos níveis  observados até o  mês de fevereiro de 2017 (15,2%).

O  déficit da balança comercial de máquinas caiu para US$ 212  milhões no mês (-32,9%). No período de janeiro a abril, houve recuo de 33,7% no indicador.

Em abril, a queda das importações  foi observada em todos os     setores compradores de máquinas.  Os destaques foram o setor de  Logística  e  Construção Civil (-58,2%), a Indústria de  Transformação (-38,2%) e Infraestrutura e  Indústria de Base (-35,1%).

No período, dois setores  registraram crescimento nas
importações: o setor agrícolas (+9,4%) e  o de bens de consumo (+0,8%). (Franco Tanio)


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