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07/06/2017 - IPESI INFORMA

Brasil fica na 94ª posição no ranking de produtividade com 181 nações

O Brasil ficou na 94ª colocação no Índice de Variáveis do Crescimento Sustentável, que mede a produtividade potencial de 181 países para exemplificar onde os governos devem focar esforços e investimentos de modo a melhorar as perspectivas de crescimento econômico. Para avaliar o potencial de produtividade, foram levados em conta 21 fatores como educação, tecnologia e força das instituições que têm poder para influenciar o crescimento econômico e a riqueza futura das nações. Segundo o relatório, o primeiro lugar ficou com a Suíça e o último com a Guiné Bissau.

"O Brasil ficou atrás de países como Vietnã e Kuwait. Os números refletem que o progresso no Brasil estagnou nos últimos cinco anos, ambos com estabilidade macroeconômica mais fraca. Além disso, o quadro institucional brasileiro deteriorou-se no mesmo período.", analisa o sócio da KPMG do Grupo de Estratégia Global, Augusto Sales.

O levantamento apontou que, entre os países latino-americanos, com exceção da Venezuela, o Chile teve o melhor, graças a instituições fortes e altas pontuações para o capital humano, que se assemelha aos países desenvolvidos da Europa. Já com relação à Venezuela, o aumento no déficit público nos últimos cinco anos, aliado a uma diminuição do estoque de IED em comparação com o tamanho da economia, levou a uma classificação para baixo.

Segundo o estudo, outro fato relevante é que os fatores de impulso no Reino Unido foram educação, força do sistema judiciário, eficácia do governo, transparência na formulação de políticas e a capacidade de atrair Investimentos Estrangeiros Diretos.

"A decisão de deixar a União Europeia provavelmente afetará a pontuação do Reino Unido, no futuro, no Índice de Variáveis do Crescimento Sustentável. O Brexit, por exemplo, pode fazer a posição do país no ranking cair como consequência da redução do comércio e dos níveis de habilidade devido ao declínio da migração da União Europeia. Enquanto isso, nos EUA, os efeitos de um novo presidente e novas políticas poderão, ajudando ou prejudicando, impactar a pontuação do país", explica o sócio.

TOP 10 - A maior parte dos países que apresentam o melhor desempenho no índice deste ano fica na Europa Ocidental, sendo que os dois únicos entre os dez primeiros que não são europeus são Cingapura e Hong Kong. A Suíça obteve a pontuação mais alta, seguida pelos Países Baixos e Luxemburgo. O Reino Unido subiu da 14ª. para a 13ª. posição neste ano, uma classificação melhor do que a da França (23ª.), dos Estados Unidos (24º.) e da China (55º.), mas atrás da Nova Zelândia (11º.) e da Alemanha (12º.).

O índice de Variáveis do Crescimento Sustentável (VSG - Variables for Sustained Growth, em inglês) foi realizado pela equipe de macroeconomia da KPMG. Abrange 181 países e consiste em 21 séries divididas em cinco pilares que captam desdobramentos nas principais áreas que têm mais potencial para influenciar a produtividade: estabilidade macroeconômica; disposição de recuperar o atraso em melhores práticas; qualidade da infraestrutura; capital humano e força das instituições públicas.

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