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09/06/2017 - IPESI INFORMA

Crise hídrica no nordeste impulsiona mercado de energia eólica

A utilização da geração eólica, pelo visto, está crescendo de maneira cada vez mais consistente no Brasil. Em 2016, a média da relação entre a capacidade instalada nas usinas eólicas e a efetiva geração de energia foi de 40,7% no país, enquanto a média mundial é, normalmente, de apenas 23,8%.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), essa modalidade, que em 2016 representou apenas 6% da matriz elétrica brasileira, teve um avanço no uso da capacidade instalada de 55%, principalmente devido à severa crise hídrica que afeta a região nordeste.

Diretor de engenharia da empresa responsável pelo complexo eólico de Taíba, em Fortaleza (CE), Luciano Freire acredita que a geração por essa fonte renovável tende a se expandir e ocupar o espaço das usinas termelétricas nas novas demandas. Ele explica que é exatamente no período em que as hidrelétricas menos produzem energia que os ventos sopram mais forte no país.

"O Brasil é privilegiado do ponto de vista energético, a nossa matriz é superlimpa, a geração hidrelétrica predomina, mas cada vez mais a gente vai perceber a inclusão da geração eólica e da geração solar", diz. "Sem falar da geração de biomassa, que terá nas regiões centro-oeste e sudeste também importância cada vez maior".

O complexo Taíba é formado por três usinas que somam 27 aerogeradores. Com potência instalada de 57 MW, o complexo foi vencedor do primeiro leilão de energia de reserva, em 2009, e hoje se soma aos 10,75 GW de potência eólica, espalhados pelo Brasil, em 430 parques.

O estado do Ceará está entre os quatro maiores produtores de energia eólica do país, junto com Rio Grande do Norte, Bahia e Rio Grande do Sul. "A geração eólica tem uma importância capital hoje para o nordeste. Ela representa cerca de 40% da necessidade de energia para a região. Em alguns períodos do ano, ela chega a suprir mais de 60% da demanda de energia daqui", acrescenta Freire.

A empresa em que Luciano Freire trabalha tem quatro parques eólicos em funcionamento e dois em construção. Um deles funcionará de forma híbrida - geração eólica e solar fotovoltaica - devido ao regime de vento da região, que tem maior intensidade à noite. A estimativa, segundo ele, é de que o projeto que está em desenvolvimento em Caldeirão Grande, no Piauí, resulte em uma produção de 400 MW de geração eólica e 120 MW de geração solar.

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