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Eletrônica e Informática

11/08/2017 - IPESI INFORMA

STA acredita na retomada do mercado


No mercado desde dezembro de 1988, a STA é hoje um bem conceituado distribuidor de baterias do mercado brasileiro, contando com cerca de 2 mil itens em estoque para pronta entrega. Entre os produtos que oferece estão as baterias de níquel-cádmio, baterias de níquel-metal-hidreto, baterias de lítio-ion, baterias seladas, pilhas comuns, pilhas alcalinas, conectores, cabos, ferramentas, leds, instrumentos e acessórios de informática.

Além desta unidade de Eletrônica, a empresa tem duas outras unidades: a de Ciclismo, que o trabalha com peças e acessórios para bicicletas. São cerca de 250 itens que fazem a alegria de qualquer apaixonado por bikes, como lubrificantes e desengraxantes, gancheiras, lanternas, pneus e vestuário - incluindo equipamentos essenciais à segurança do ciclista, como luvas e capacetes. Esta unidade começou a funcionar em 2014.

A terceira unidade é a de Ferrovias, que se dedica ao desenvolvimento e fabricação sob encomenda de balanças ferroviárias dinâmicas, que permitem a pesagem dos vagões em movimento, com velocidades de até 50 km/h, com precisão, atendendo as normas do Inmetro e da Organização Internacional de Metrologia Legal-Oiml (+ 1% do fundo de escala).

As balanças podem ser aplicadas em qualquer bitola de via e pesam vagões até 35 toneladas por eixo ou 140 toneladas por vagão, com incrementos de 50 kg. Não há nenhuma restrição quanto aos modelos de vagões. As balanças produzidas pela companhia são utilizadas pela Vale, MRS e outras empresas, inclusive do exterior.

A unidade de Ferrovias deu origem ao que é hoje a STA que está instalada em Cotia (SP), emprega cerca de 40 pessoas. O número de funcionários mantém-se estável desde 2012, apesar da empresa, como qualquer outra, sofrer os efeitos da crise. "Procuramos manter os funcionários, porque apostamos que o mercado vai reaquecer", afirma o diretor da empresa Aldo Michelini.

ELETRÔNICA - A unidade eletrônica hoje é carro-chefe da empresa. A principal atividade é a comercialização de baterias de pequeno porte para equipamentos portáteis ou que têm menor peso. São as chamadas baterias secundárias ou recarregáveis.

No segmento de baterias, a empresa trabalha com três parceiros - dois da China e um dos Estados Unidos. Segundo Michelini, cada fabricante produz uma família  de baterias recarregáveis. Com aplicações similares e design estão as níquel-cádmio (NiCd) e as de níquel-metal-hidreto (NiMh).

A diferença entre os dois tipos de baterias é que a de níquel-cádmio contém, como o próprio nome indica, cádmio, que é altamente tóxico. "Na Europa, há restrições para este tipo de bateria", diz Michelini. Nas baterias de níquel-metal-hidreto, houve a substituição cádmio pelo hidreto metálico. "Este tipo de bateria, no Brasil, é mais caro. Porém, tem maior capacidade de acumular energia, o que justifica o valor adicional", lembrando que essas baterias são de mais fácil descarte e prejudicam menos o meio ambiente.

Já as baterias de lítio-íon são as mais modernas e têm maior capacidade de acumular energia, considerando o volume da bateria. É o tipo de  bateria usada em carros, bicicletas elétricas, celulares (a empresa não trabalha com baterias para celulares) e outros. Não apresentam muito problema para o descarte. Podem vir acondicionadas na forma cilíndrica e prismática, com embalagem de plástico ou de alumínio.

Um quarto tipo de bateria que a empresa trabalha são as chumbo-ácidas, que são maiores e são aplicadas em no-breaks, luz de emergência e outros.

Todos esses tipos de baterias podem ser empacotados como um banco de baterias (ou packs, como costumam ser chamados). No caso das baterias de lítio-íon se exige uma placa para  controlar a carga/descarga do pack por questões de segurança.

A STA produz esses packs em sua unidade em Cotia, montando cerca de 300 packs por dia. Os packs são todos testados em laboratório próprio (foto). São analisadas carga/descarga e é gerada uma especificação para segurança do usuário.

No mesmo laboratório, as baterias são testadas por amostragem para que elas cheguem às lojas (cerca de 1,2 mil fazem parte da lista de clientes da companhia) e aos clientes finais, geralmente indústrias, com qualidade. Cerca  de 70% dos baterias são destinadas às lojas e 30% às indústrias.

MERCADO -  Aldo Michelini conta que até meados de 2014, a STA só cresceu. Depois disso, houve uma queda de cerca de 20% nos negócios, mantendo-se estável nesse patamar, embora possa haver fortes oscilações de uma mês para outro. "Por exemplo, abril de 2017 foi muito ruim, mas em maio vendemos até mais do que vendemos mensalmente até 2014", explica. Ele comenta que essa oscilação torna mais difícil o gerenciamento do estoque de baterias, que são produtos perecíveis. O ideal, segundo o executivo, seria vendê-las em até 12 meses. "Se não vendermos temos de recarregá-las uma a uma", comenta, frisando que a empresa consegue manter o estoque num patamar adequado - de 150 mil a 200 mil unidades de baterias. (Franco Tanio/foto/divulgação)

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