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29/09/2017 - IPESI INFORMA

Mercado mundial de robôs industriais crescerá 14% ao ano até 2020



O número de instalações de robôs industriais deverá crescer 21% na região da Ásia-Austrália. Nas Américas, a expansão estimada é de 16% e na Europa, 8%. É que a adoção de robôs é uma resposta aos ciclos de negócios cada vez mais rápidos. Além disso, existe a exigência de se produzir com maior flexibilidade e sob medida para atender à demanda do consumidor em todos os setores da manufatura.

Uma nova geração de robôs industriais irá abrir caminho para uma automação ainda mais flexível, segundo a International Federation of Robotics (IFR), que acaba de divulgar um estudo sobre o mercado do segmento, com projeções até 2020.

"Robôs oferecem altos níveis de precisão e sua conectividade desempenhará papel chave nos novos ambientes de produção digital", afirma Joe Gemma (foto), presidente da IFR. "A crescente disponibilidade permite a automação de mais e mais fabricantes de todos os portes", complementa.

Estima-se que em todo o mundo o número de robôs industriais operacionais saltará das 1.828.000 unidades do final de 2016 para 3.053.000 unidades em 2020. Isso representa um crescimento médio anual de cerca de 14% entre 2018 e 2020. Na região da Ásia-Austrália, o volume de robôs operacionais deverá crescer 16%, nas Américas 9% e na Europa 7%.

Desde 2016, o maior número de robôs industriais em operação está na China. Em 2020, o volume deverá atingir cerca de 950.300 unidades, bem superior ao da Europa (611.700 unidades). O volume de robôs no Japão deverá crescer ligeiramente no período entre 2018 e 2020. Cerca de 1,9 milhão de robôs devem estar operando na Ásia em 2020. Isto é quase equivalente ao volume mundial de robôs em 2016.

MAIORES MERCADOS - Há cinco grandes mercados que representaram 74% das vendas de robôs em 2016: China, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e Alemanha. A China ampliou significativamente a sua posição de maior mercado em 2016 , com uma participação de 30% do suprimento mundial de robôs. Com cerca de 87.000 robôs industriais, o volume comercializado na China é próximo do total comercializado na Europa e nas Américas (97.300 unidades). Os fornecedores de robôs da China aumentaram sua participação no mercado doméstico para 30% em 2016.

A Coreia do Sul é o segundo maior mercado do mundo. Devido aos grandes investimentos das indústrias elétrica e eletrônica em robôs, as vendas anuais cresceram bastante. Cerca de 41.400 unidades foram vendidas em 2016, com crescimento de 8% em comparação a 2015. O país detém a maior densidade mundial de robôs, com cerca de 630 robôs instalados para cada 10.000 empregados na indústria manufatureira, em 2016. A Coreia é o líder de mercado na manufatura de LCDs e chips de memória.

As vendas de robôs no Japão cresceram 10% para cerca de 38.600 unidades em 2016, atingindo o mais alto nível desde 2006 (37.400 unidades). O Japão é o maior fabricante de robôs do mundo. Desde 2010, a capacidade de produção de robôs japonesa foi aumentada para atender à demanda. A produção mais que dobrou de 2010 a 2016, passando de 73.900 unidades em 2010 para 152.600 unidades em 2016 (62% do suprimento global no ano).

Nos Estados Unidos, o volume de instalações de robôs cresceu 14% para atingir o pico de 31.400 unidades (2016). O condutor para esse contínuo crescimento desde 2010 foi a tendência de automatizar a produção para fortalecer a competitividade das indústrias norte-americanas nos mercados externos. Os investimentos têm sido feitos para manter a manufatura internamente às fronteiras do país e, em alguns casos, trazer de volta fábricas que haviam sido deslocadas para o exterior.

Dado esse desenvolvimento dinâmico, a densidade de robôs nos EUA aumentou de forma considerável, particularmente  na indústria automotiva. Com a densidade de 1.261 robôs instalados para cada 10.000 empregados, os EUA são o segundo do ranking depois da Coreia do Sul. A maior parte dos robôs instalados nos EUA é importada do Japão, Coreia do Sul e Europa.

A Alemanha é o quinto maior mercado mundial de robôs e, de longe, o maior da Europa. O suprimento anual e o volume de robôs em 2016 detinham as fatias de 36% e 41% respectivamente do total de robôs vendidos na Europa. Em 2016, o número de robôs vendidos aumentou ligeiramente para 20.039 unidades (em 2015 foram 19.945 unidades)

TENDÊNCIAS - A indústria 4.0, conectando a fábrica real com a realidade virtual, terá um papel cada vez mais importante na manufatura global. À medida em que obstáculos como a complexidade dos sistemas e a incompatibilidade dos dados são superados, os fabricantes irão integrar os robôs nas em todas as redes de máquinas e sistemas. Fabricantes de robôs já desenvolvem e comercializam um novo modelo de serviços, baseados na coleta de dados em tempo real por sensores acoplados aos robôs.

Analistas preveem um rápido crescimento de mercado para a robótica na nuvem na qual dados de um robô são comparados com os de outros robôs no mesmo ou em diferentes locais. A nuvem e a rede permitem que esses robôs conectados desenvolvam a mesma atividade. Isso será utilizado para otimizar os parâmetros dos movimentos do robô, como velocidade, ângulo e força. Em última análise, o advento do big data na manufatura  poderia redefinir os limites entre os fabricantes de equipamentos e a manufatura (usuária).

Alguns fabricantes de robôs também consideram o modelo de leasing, particularmente para acelerar a  adoção de robôs por pequenas e médias empresas manufatureiras. Simplificação é uma tendência chave para esse mercado. A necessidade de robôs que são fáceis de usar e de programar e a crescente necessidade de automação flexível faz surgir o desenvolvimento de soluções mais inteligentes. Isso é especialmente útil para indústrias que carecem de engenheiros especializados em produção. Desta forma, é importante oferecer robôs de fácil uso que possam ser integrados nos processos de produção já existentes. Robôs que não são complicados de usar permitirão a implementação de robôs industriais em muitas empresas para dar suporte à manufatura mais eficiente e flexível. (texto: Franco Tanio/foto: Divulgação)

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