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14/11/2017 - IPESI INFORMA

NLMK projeta expansão de 40% no mercado brasileiro

A NLMK cresce continuamente no Brasil, desde o início da operação no final de 2014. No ano passado, a empresa registrou aumento de 35% sobre as vendas de 2015 e a expectativa de crescimento de 2017, é de 40%, tanto em market share nos clientes atuais, como com a conquista de novos clientes.

Segundo Paulo Seabra, diretor geral para América do Sul da empresa, este crescimento somente vem sendo possível devido à estratégia de focar em produtos especiais, com alto valor agregado. "O momento econômico estimula os fabricantes a diferenciar seu produto no mercado, buscando aumentar sua competitividade. Com os aços de alta resistência da NLMK, os clientes podem aumentar a vida útil dos seus produtos, assim como produzi-los mais leves e mais resistentes", afirma.

O diretor explica que o ano de 2017 iniciou com uma tendência de avanço do protecionismo no campo internacional, se tornando muito difícil para as siderúrgicas. "Nos Estados Unidos, o governo Trump aprovou medidas antidumping para produtos siderúrgicos vindos de muitos países europeus, região que tradicionalmente nunca houve a prática do dumping, visto a seriedade que o negócio do aço é tratado nestes países, tais como Bélgica, Alemanha, França e Itália, por exemplo. Isso mostra que a questão está muito mais na esfera política do que técnica. Já no nosso mercado doméstico brasileiro, persiste a instabilidade política e a crise econômica ainda não apresentou sinais de que uma recuperação vigorosa está por vir. E, somente uma recuperação vigorosa poderá reduzir o grau de ociosidade das indústrias e consequentemente diminuir a ociosidade das siderúrgicas nacionais. As estatísticas mostram que no Brasil o consumo de aço este ano será equivalente ao de 2006, quanto houve um consumo de aproximadamente 18,8 milhões de toneladas".

De acordo com Seabra, a decisão de entrar no Brasil já estava tomada mesmo antes da crise se estabelecer, sendo que a efetivação do investimento na abertura de uma operação própria coincidiu com o momento em que a crise se estabelecia. "Entretanto, sendo nosso plano de negócios de longo prazo, a crise apenas nos fez tomar as devidas ações para ajustar a operação ao atual cenário, pois no longo prazo o Brasil ainda é visto como uma economia viável na qual a NLMK quer estar presente, tanto por tamanho, por estar entre as 10 maiores economias do mundo, além do crescente interesse do país em aços especiais, que é a nossa grande expertise. Sendo assim, nosso startup no Brasil não foi uma aposta, mas sim uma decisão acertada e planejada".

Para superar os desafios econômicos que estão vivendo no Brasil, e também em outros mercados mundiais, o grupo vem sistematicamente, ao longo dos últimos anos, focando e ampliando o mix de produtos de aços com alto valor agregado, os quais já correspondem por mais de 50% do faturamento anual de aproximadamente 16 milhões de toneladas. "Muitas siderúrgicas no mundo, incluindo as brasileiras, persistem com grande foco no aço comercial, de menor valor agregado, o que impacta pouco na nossa operação, razão pela qual a NLMK se posiciona globalmente entre as usinas siderúrgicas com maior índice de capacidade utilizada (superior a 96%) e com maior lucratividade. Outro fator que amplia nossa competitividade é o elevado índice de verticalização que temos pelo fato de possuirmos 100% de autossuficiência em minério de ferro e carvão, gerando aproximadamente 60% da energia que consumimos, além de temos quatro portos próprios para escoar nossa produção".

Para a NLMK, a ano de 2017 está sendo desafiador. "Praticamente uma continuação de 2016. Para uma melhora, o governo necessita estabelecer uma clara agenda positiva para fortalecer a confiança e voltar a gerar empregos. Questões geopolíticas mundiais podem também interferir de forma significativa na nossa economia. Nossos planos se concentram em expandir a presença no continente sul-americano, principalmente na costa do pacífico e no norte do Brasil".

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