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14/12/2017 - IPESI INFORMA

Futuro da bioeletricidade gerada por biomassa preocupa

De janeiro a novembro de 2017, a bioeletricidade gerada pela biomassa, fonte em que o bagaço de cana possui 89% de participação, aumentou em 7% em relação a igual período do ano anterior. Foram 24,2 TWh exportados para a rede, o equivalente a atender quase 13 milhões de residências no país com energia renovável e sustentável.

Segundo levantamento feito pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) a partir de dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em julho último, a biomassa bateu outro recorde histórico: produziu eletricidade equivalente a quase 9% consumo nacional naquele mês.

Para o gerente em Bioeletricidade da Unica, Zilmar Souza, apesar deste desempenho, a expansão da bioeletricidade ainda é um ponto preocupante para o setor sucroenergético, principalmente em relação à expansão da capacidade instalada de geração no setor da biomassa. "Em termos de evolução anual de capacidade instalada, a fonte biomassa teve seu recorde no ano de 2010, com 1.750 MW. Este volume, que corresponde a 12,5% de uma Usina Itaipu, foi resultado de decisões de investimentos antes de 2008, quando o cenário era estimulante à expansão do segmento canavieiro", comenta o executivo.

Há sete anos, a biomassa representou 32% do acréscimo de capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN). De lá para cá, este número apresentou uma queda significativa. Em 2017, a previsão é a biomassa representar 7% (490 MW) da expansão no país, índice que poderá despencar para 1% em 2018 (88 MW) e 2019 (40 MW). De acordo com Zilmar Souza, para evitar que isto ocorra novamente está na "retomada da contratação de bioeletricidade nos leilões regulados, de forma contínua e robusta, o que impulsionará a participação da biomassa na matriz elétrica".

Considerando a moagem da safra passada (2016/2017), o aproveitamento do potencial técnico da eletricidade produzida a partir do bagaço da cana-de-açúcar para a rede foi de apenas 14%.

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