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02/02/2018 - IPESI INFORMA

Indústria de bens de capital prevê crescimento de até 10% em 2018



A indústria brasileira de bens de capital prevê retomada dos negócios em 2018, com aumento entre 5% e 10% na receita líquida total do setor, com crescimento disseminado em todas áreas, conforme projeção da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, a Abimaq. A expectativa da associação é que a chamada formação bruta de capital fixo (FBCF) chegue a 15,8% do PIB brasileiro, refletindo um crescimento de 4,2% em comparação a 2016. Com a projeção volume de investimentos ainda pequeno no Brasil, a entidade sugere que, novamente em 2018, as exportações tenham um papel preponderante na composição da receita setorial, como foi em 2017.

De fato, entre as principais variáveis apresentadas durante a divulgação do balanço setorial de 2017, no último dia 31 de janeiro, a única positiva foi a de exportação. No acumulado do ano, as vendas externas somaram  US$ FOB 9.086,60 milhões, refletindo um crescimento de 16,6% na comparação com 2017. Todas outras variáveis ficaram no vermelho. A receita líquida total foi de R$ 67.140,73 milhões (queda de 2,9% em relação a 2016); a receita líquida interna foi de R$ 37.724,69 milhões (queda de 7% em relação a 2016); o consumo aparente foi de R$ 84.887,85 milhões (queda de 19,3% em relação a 2016); e as importações somaram US$ 12.770,92 milhões (queda de 17,2%).

O otimismo com relação às exportações deve-se principalmente ao fato de mercado internacional mostrar-se francamente comprador. Além disso, há todo um esforço por parte das empresas em vender parte de sua produção no mercado externo, mesmo com a redução das margens. Porém, segundo a Abimaq, as exportações poderiam ser bem maiores caso houvesse um câmbio mais competitivo (cerca de R$ 3,90 por dólar, segundo a entidade). "Se tivéssemos um câmbio mais palatável, cresceríamos próximo a 10%", afirma diretor de competitividade da Abimaq.

DEZEMBRO - A Abimaq trabalha com a expectativa de retomada em 2018 também pela tendência de crescimento desde o segundo semestre de 2017. Na comparação seis últimos de 2017 com o segundo semestre de 2016 houve um aumento de 0,5%.

Em dezembro, a receita líquida total somou R$ 5.398,80 milhões, refletindo um crescimento de 0,9% em relação a novembro e uma queda de 0,6% na comparação com dezembro de 2016. A receita líquida interna de R$ 2.337,27 de dezembro foi 14,3% menor que a verificada em novembro e 7% menor que a de dezembro de 2017. O consumo aparente que somou R$ 6.321,59 caiu 7,1% em relação a novembro e 19,3% em relação a dezembro de 2016.

As exportações no valor de US$ FOB 930,19 milhões foram 16,3% superiores às de novembro e 27,5% maiores que as de dezembro de 2016. De acordo com o balanço da Abimaq, o crescimento das exportações no mês de dezembro de 2017 ocorreu em todos os setores que a entidade abrange. No mês, o destaque ficou com o segmento de fabricação de máquinas para a indústria de transformação, da qual fazem parte as máquinas para estampar metais de comando numérico e de centros de usinagem, que representaram 65% do crescimento.

Durante o ano de 2017, as exportações foram puxadas pelos segmentos de fabricação de Máquinas para Petróleo de Energia Renovável, Máquinas para Logística e Construção Civil, Máquinas para Agricultura e Máquinas para a Indústria de Transformação.

Os principais destinos das exportações brasileiras de  máquinas e equipamentos são América Latina, Estados Unidos e Europa. No ano, o aumento de 16,6% de 2016 para 2017 das exportações para a América Latina foram puxadas pela Argentina, que aumentou em 43,3% suas compras de máquinas no Brasil. Considerando somente o Mercosul, as exportações cresceram 30,7%. Para os Estados Unidos, a exportações cresceram 40,5% e, para a Europa, 15,3%.  Já as vendas para a China despencaram 36,6%.

Já as importações em dezembro, no valor de US$  FOB 1.061,89 foram 2,6% menores que as de novembro e 5,2% abaixo das observadas em dezembro de 2016. A queda no volume de importações no mês foram observadas em quatro dos sete setores compradores de bens de capital: Máquinas para Petróleo e Energia Renovável, Máquinas para  Logística e Construção Civil, Máquinas para Agricultura e  Componentes para a Indústria de Bens de Capital.

No acumulado de 2017, os setores que aumentaram os investimentos em máquinas e equipamentos importados foram Máquinas para Agricultura, com aumento de 8,9%, e Máquinas para Bens de Consumo, com  crescimento de 5,8%. (Franco Tanio)


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