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03/08/2018 - IPESI INFORMA

Crescente número de brasileiros investe nos painéis solares




Uma das modalidades mais promissoras na área de "energia limpa", a energia solar também está se mostrando uma boa alternativa para aqueles que não querem depender da energia fornecida pelas fontes hidrelétrica e térmica, ainda as predominantes no Brasil.

Um número crescente de brasileiros tem investido nos painéis solares para ficarem menos vulneráveis ao encarecimento da energia elétrica convencional no país, cujo custo tem subido sempre acima da inflação. Pior do que isto: e mostrando poucos sinais de que este quadro será revertido pelo menos no curto e médio prazo.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de junho de 2013 até junho deste ano o número de conexões de microgeração de energia subiu de 23 para 30.900 - sendo que 99% desse montante foram no segmento de energia solar. Mais de dois terços das ligações foram feitas por consumidores residenciais.

Esta migração, na verdade, ainda está restrita aos bolsos mais fundos. Hoje, para instalar um sistema solar numa residência média, o consumidor terá de gastar cerca de R$ 20 mil.

Obviamente, não é uma despesa que esteja ao alcance da maioria dos brasileiros. Mas as perspectivas para o futuro são positivas, já que, a exemplo do que já está ocorrendo com a energia eólica, as microusinas solares estão se tornando cada vez mais acessíveis devido ao gradual barateamento dos equipamentos.

Outro elemento que vem jogando a favor é a mãozinha que tem sido estendida pelo governo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu uma linha de crédito específica para as pessoas físicas interessadas em microgeração de energia solar. O empréstimo tem taxas que variam de 4,03% e 4,55% ao ano, prazo de carência de 3 a 24 meses e 12 anos para pagar.

"É uma linha que representa um marco histórico para o setor", elogia o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, que vê também com bons olhos a abertura, pelo banco de fomento, de linhas de financiamento dentro do programa Fundo Clima para as pessoas físicas e jurídicas que queiram instalar projetos de energia solar fotovoltaica.
Essas linhas propõem subsidiar 80% dos itens de uma microusina solar passíveis de financiamento, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Assim, para uma renda anual de até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, com a remuneração do BNDES de 0,9% ao ano. Na renda anual acima de R$ 90 milhões, o percentual é o mesmo, mas a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

AGRO - Os subsídios governamentais também têm incentivado a disseminação da energia solar no campo. Enquanto o BNDES oferece recursos com juros de até 4,6% - desde que a aquisição do equipamento esteja vinculada à atividade econômica do agricultor - o Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf) oferece financiamentos com juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano.

Hoje, o meio rural brasileiro utiliza operacionalmente 15,8 MW de utilização operacional de energia solar fotovoltaica, um volume que surpreendeu os especialistas pela rapidez do crescimento: essa marca significa que o uso da energia solar no campo cresceu nove vezes em 2017, e já dobrou neste ano.

A explicação para tamanho avanço é simples. Para começar, permite ao produtor rural reduzir em até 90% os gastos com eletricidade. Ao trabalhar com a energia solar na agricultura, o produtor também fica livre da dependência por outras fontes não renováveis, algo fundamental para moradores de regiões que contam com estruturas precárias de sistema elétrico e até mesmo da ausência deste.

O uso da energia solar barateia igualmente tarefas como bombeamento, controle de açudes, aplicações na agricultura de precisão e obras de dessalinização. Papel fundamental também é cumprido na irrigação. Muitos produtores rurais têm adotado em suas propriedades sistemas de irrigação por energia solar como forma de aproveitar a alta incidência dos raios solares e o baixo custo da manutenção. (Alberto Mawakdiye)

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