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28/09/2018 - IPESI INFORMA

Exportações garantem crescimento do setor de bens de capital



Embalado pelas exportações, o setor de bens de capital deve fechar o ano com crescimento da ordem de 7%. Dados divulgados pela Abimaq no último dia 25 de setembro indicam que praticamente a metade da receita líquida total do setor, acumulada até o mês de agosto, no valor de R$ 49.705,61 milhões (5,9% a mais que no período de janeiro a agosto de 2017) deve-se às exportações que, no período somaram US$ 6.660,72 milhões, 18% superior ao do mesmo período do ano anterior.

Com o protagonismo das exportações, a receita líquida total no mês de agosto somou R$ 7.259,86 milhões, 6,4% a mais que no mês de julho e 11,9% superior a agosto de 2017. No mês de agosto, a exportações mo valor US$ 1.184,60 milhões são 68,5% superiores em relação ao mês anterior e 41,6% maiores que em agosto de 2017.

O salto no desempenho das exportações no mês de agosto porém é atípico e foi influenciado pela venda de produtos comercializados em três NCMs, que juntas representaram 88% no crescimento das exportações. Entre esses produtos está a exportação de equipamento térmico de materiais para a Argentina, no valor de US$ 167 milhões.

Para João Marchezan, presidente do conselho administrativo da Abimaq, a cotação do dólar mais favorável ajuda no crescimento das exportações. Mário Bernardini, diretor de Competitividade da entidade, diz que a depreciação do real em cerca de 30% acompanha o movimento de outras moedas de países emergentes. Ele acredita que o câmbio ficará na faixa dos R$ 4 por dólar, embora possa haver variações por conta do período eleitoral.
Para 2019, a expectativa de Bernardini é que as exportações cresçam menos que em 2018, porque o mercado externo estará menos aquecido.

Já no mercado interno, o desempenho do setor é negativo. No mês de agosto, a receita líquida interna no valor de R$ 2.604,67 milhões é 36,8% menor que em julho e 29,3% menor que a observada em agosto de 2017. No acumulado do ano, a receita interna de R$ 25.581,35 milhões é 7,8% menor que no mesmo período de 2017.

O consumo aparente também sofreu queda no mês de agosto. O volume de R$ 8.482,90 é 17,2% menor que no mês anterior, e 7,8% superior ao de agosto de 2017. No ano, consumo aparente de R$ 66.185,51 milhões é 10,3% maior no período de janeiro a agosto de 2017.

Com a queda de 17,2% no consumo aparente de julho para agosto, se interrompeu o crescimento do indicador, observado sucessivamente desde o final do terceiro trimestre. Houve redução tanto na aquisição de equipamentos de fabricação local, como nas importações que, em agosto, somaram US$ 1.312,13 milhões - 6,1% a menos que em julho e 19,8% a mais que em agosto de 2017. No ano, as importações somam US$ 9.828,09 milhões, 18,3% acima do verificado no mesmo período de 2017. (Franco Tanio)



 

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