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26/10/2018 - IPESI INFORMA

Os carros voadores estão chegando

Os carros voadores estão chegando

Tudo indica que a indústria automobilística está entrando definitivamente em uma nova revolução tecnológica - talvez tão radical como a do final do século 19, quando as velhas carruagens começaram a ser transformadas, pouco a pouco, no que seria o automóvel movido a motor de explosão.

Enquanto as pesquisas avançam em alta velocidade com os chamados "carros autônomos" - ou seja, que podem circular autoguiados, sem necessidade de motorista - várias empresas, a maioria da área de transporte e algumas delas de porte gigantesco, apostam suas ficham no desenvolvimento dos automóveis voadores.

As mais conhecidas talvez sejam a Toyota, a Airbus e a Uber - todas com projetos bastante avançados. Mas a empresa que deve colocar em uso o primeiro carro voador em operação é a britânica Vertical Aerospace, cujo protótipo já foi testado com sucesso e com base nele serão lançados comercialmente até 2022 veículos a serem empregados em serviço de táxi. Esta é uma tendência bastante presente entre as empresas, que não confiam muito no uso inicial do carro voador como veículo particular, até porque sequer existe ainda uma legislação própria para a modalidade.
A aeronave da Vertical Aerospace repete alguns dos conceitos presentes em projetos rivais. O veículo é elétrico e oferece decolagem e pouso na vertical (eVTOL), sistema que, ao dispensar a longa extensão de uma pista de pouso e decolagem, pode tornar a proposta viável em grandes centros urbanos.

O seu peso é de 750 kg e a sustentação no ar é garantida por quatro hélices. O design lembra um pouco o do carro voador da Uber, o uberAIR, que tem previsão de lançamento para 2023 - ou seja, um ano após a táxi voador da Vertical estiver no ar.

Mas há algumas diferenças marcantes com os projetos concorrentes, que mostram uma estratégia diferente da Vertical na corrida pelo primeiro serviço de transporte aéreo urbano. Ao contrário da Uber, Airbus e outras companhias, a fabricante britânica não desenvolveu um drone teleguiado, mas sim uma aeronave que será conduzida por um piloto de verdade.

A empresa acredita que esta abordagem simplificará o desenvolvimento da tecnologia e favorecerá a implantação dela na vida real num prazo mais curto.  Isso, justamente também porque a presença de um condutor pode tornar mais fácil a tarefa de atender à legislação vigente para aeronaves na Inglaterra, segundo a companhia.
A Vertical Aerospace não divulgou ainda os dados técnicos referentes aos detalhes do veículo, como autonomia e velocidade. Também nada tem falado sobre segurança - algo, infelizmente, comum no universo dos carros voadores, mesmo sendo a segurança o aspecto mais controvertido neste universo. Não sem alguma razão. Afinal, acidentes com esse tipo de meio de transporte em áreas muito povoadas podem ser tão graves como a queda de um pequeno avião convencional.

Mas já se sabe que a ideia da empresa é de que as primeiras versões do táxi voador carreguem dois passageiros e o piloto. E que já há estudos para que a capacidade dobre no futuro para quatro passageiros, além do condutor.

OUTROS PROJETOS - Além dos projetos de carros voadores da Vertical e da Uber, há outros prestes a saírem do papel. Apoiado pelo cofundador do Google, Larry Page, o Kitty Hawk Flyer pesa 220 kg e conta com oito rotores para voar. Foi planejado para voar apenas sobre a água, a uma velocidade 40 km/h. O Google está tão otimista com o Kitty Hawk Flyer que está oferecendo um desconto para quem quiser entrar na lista de espera.

Já a empresa alemã eVolo anunciou que também vai usar a sua aeronave, o Volocopter 2X, em serviço de táxi. O carro voador tem 18 rotores, seis baterias e acomoda duas pessoas. Um de seus destaques é o bonito design.

A Airbus, por sua vez, está desenvolvendo um eVTOL autônomo capaz de transportar um único passageiro ou carga. A aeronave terá oito rotores e poderá atingir uma altitude de cerca de 300 metros. A Airbus também está projetando um sistema de táxi voador, chamado CityAirbus, que teria múltiplas hélices e se assemelharia a um pequeno drone.

A chinesa EHang também aposta no uso dos carros voadores como táxis. O seu equipamento é capaz de transportar 220 kg, a uma velocidade de 100 km/h e altura de mais de 3 mil metros. De seu lado, a Terrafugia, corporação de propriedade chinesa, mas com sede nos Estados Unidos, está desenvolvendo uma aeronave rodável chamada Transition e um carro voador chamado TF-X

A empresa eslovaca AeroMobil já está aceitando pré-encomendas para o seu carro voador, que difere um pouco dos outros pelo fato de que ele não será um eVTOL, já que precisará de uma pista para decolar. Mas essa desvantagem é compensada pelo fato de o veículo poder entrar em "modo voo" em apenas três minutos. Como "avião", ele atinge uma velocidade de 360 km/h, e enquanto "carro" atinge 160 km/h.
Até a megamontadora japonesa Toyota entrou na disputa. A empresa firmou parceria com a startup Cartivator para construir um carro voador chamado SkyDrive. Embora ainda em fase de testes, a ideia da companhia é já usar o bólido para acender a tocha olímpica dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. (Alberto Mawakdiye/foto Vertical Aerospace/Divulgação)

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