Eletrônica e Informática

Conhecimento científico será divulgado em bares e restaurantes de 85 cidades brasileiras

Excetuando os obscurantistas – aqueles que se opõem ao desenvolvimento da instrução, da ciência e do progresso, por considerá-los perigosos para a estabilidade social – ninguém duvida que a divulgação e a popularização do conhecimento científico são da máxima importância. Afinal, os conhecimentos gerados em universidades e centros de pesquisa impactam diretamente as nossas vidas. Uma forma de divulgar e popularizar o conhecimento científico ao maior número de pessoas é realizar debates de forma informal em locais públicos. Bares e restaurantes, por exemplo.

É exatamente o que o que propõe o festival de divulgação científica “Pint of Science”, ou um “Brinde à Ciência”, que será realizado nas noites de 20, 21 e 22 de maio, em 85 cidades brasileiras e em outras cidades mundo afora espalhadas em 24 países. O festival chegou ao Brasil como um projeto piloto na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, em 2015. Aliás, São Carlos foi a primeira cidade latino-americana a sediar o evento.

A quinta edição na cidade de São Carlos será realizada sob a coordenação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. Lá os debates abordarão as contribuições que Einstein, Freud e tantos outros cientistas do passado e do presente podem oferecer à humanidade. Os debates serão realizados em três endereços: dois bares – La Casa Conveniência e Mandala – e o espaço de inovação Onovolab. Cada espaço vai abrigar um bate-papo por noite, a partir das 19h30, totalizando nove oportunidades para quem quer compreender melhor como se faz ciência no Brasil.

Os títulos da maioria dos bate-papos têm um viés divertido, já que a ideia do festival é abordar pesquisas das mais diversas áreas do conhecimento de um jeito descontraído. Na segunda, as atrações são O matemágico de 0s; Einstein não morreu: do eclipse ao buraco negro; e A ciência em campo: na vibe das AgriTechs. Já a terça é destinada a falar sobre O mito da criatividade: nem Freud explica; A tabelinha que deu certo; e Encontro marcado: como lidar com a morte. Finalmente, para encerrar as atividades, entram em cena Apertem os cintos, o cientista de dados sumiu; No meio do caminho tinha uma pegada fóssil; e Quando o ensino vai para o espaço.

Para conferir a programação completa do evento, saber o que será discutido em cada bate-papo e conhecer os convidados, basta acessar o site https://pintofscience.com.br/events/saocarlos

Durante o festival, os pesquisadores vão conversar diretamente com o público e responder perguntas. Não há formalidades como inscrição ou emissão de certificados. Também não é preciso pagar entrada, apenas o que for consumido nos estabelecimentos que sediam o evento.

“Realizar uma iniciativa de divulgação científica em um local menos formal do que o meio acadêmico é de extrema importância por dois motivos principais. O primeiro deles é desmistificar a figura dos cientistas, mostrando que são pessoas de carne e osso, que trabalham para gerar conhecimento e formar recursos humanos”, explica o coordenador do Pint of Science em São Carlos, professor Moacir Ponti, que preside a Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. Ele continua: “O segundo objetivo do Pint é mostrar à sociedade os conhecimentos que são gerados dentro das universidades e dos centros de pesquisa e como isso impacta a vida das pessoas.”

Para o professor, o Pint of Science contribui para evidenciar como as ciências básicas e as aplicadas podem contribuir para aprimorar a qualidade de vida da sociedade e para a construção de uma sociedade melhor. “Os motivos que atestam a importância do festival vão ao encontro de uma necessidade urgente da sociedade brasileira em conhecer quais seriam os impactos de uma redução nos investimentos no ensino superior e na pesquisa científica”, finaliza Ponti.

Para conhecer a programação do evento em outras 84 cidades brasileiras, visite https://pintofscience.com.br/ (foto/divulgação)

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