Metal Mecânica

Produção e vendas de veículos crescem em maio

A produção de autoveículos em maio de 2019 foi de 275,7 mil unidades, um crescimento de 3,1% na comparação com o mês anterior, quando foram produzidas 267,6 mil unidades. Na comparação com maio do ano passado, quando foram produzidas 212,3 mil unidades, o crescimento foi de 29,9%. De janeiro a maio, a produção atingiu 1,24 milhão de unidades, o que indica o crescimento de 5,3% na comparação com o mesmo período de 2018. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As vendas no mês de maio de 2019 totalizaram 245,4 mil unidades, um crescimento de 5,8% sobre o mês anterior (231,9 mil unidades). Na comparação com maio de 2018, quando foram vendidas 201,9 mil unidades, o crescimento foi de 21,6%. No período de janeiro a maio de 2019, foram 1,08 milhão de unidades vendidas, crescimento de 12,5% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 964,8 mil unidades.

Para presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, apesar dos indicadores econômicos pouco animadores do país, os bons números do setor automotivo no ano se devem a um longo processo de recuperação que se iniciou em 2017, após uma queda
superior a 40% no biênio 2015-2016, auge da crise.

“Nosso tombo foi bem maior que os 6,73% do PIB naqueles dois anos, por isso há muito o que recuperar para voltamos aos patamares de 2012. O mercado interno mantém bom ritmo de vendas, com alta de 12,5% no acumulado do ano. A produção só não acompanha esse patamar em função da expressiva queda das exportações para a Argentina. O destaque de maio foi o segmento de caminhões, com o melhor mês em vendas desde dezembro de 2014. “Felizmente, o mercado vem reagindo de forma constante, e deverá crescer ainda mais após a aprovação das reformas previdenciária e tributária”, acredita Moraes.

No mês de maio foram exportadas 42,1 mil unidades, contra as 34,9 mil unidades – um crescimento de 20,7%. Porém, na comparação com o volume exportado em maio de 2018 (60,8 mil unidades), o tombo foi 30,7%. No acumulado do ano, o tombo foi ainda maior: 42,2% – de janeiro a maio de 2019 foram exportadas 181,6 mil unidades contra as 314,1 mil unidades no mesmo período de 2018.

CAMINHÕES – Em maio de 2019, a produção de caminhões somou 11,2 mil unidades contra as 9,4 mil unidades de abril, um crescimento de 19,3%. Na comparação com as 7,4 mil unidades produzidas em maio de 2018, o crescimento foi de 51,3%. No acumulado do ano, a produção foi de 45,4 mil unidades contra as 41 mil unidades do mesmo período de 208, crescimento de 10,9%.

As vendas em maio de 2019 somaram 9,1 mil unidades, contra as 8,5 mil unidades do mês anterior, variação positiva de 7,4%. Na comparação com as 5,6 mil unidades comercializadas em maio passado, as vendas foram 62,2% maiores. No acumulado de 2019, foram 39,1 mil unidades vendidas contra as 26,3 mil de janeiro a maio de 2018, crescimento de 48,5%.

Já as exportações em maio de 2019 somaram 1,3 mil unidades contra as 1,1 mil unidades de abril – crescimento 19,8%. Na comparação com maio passado (1,8 mil unidades exportadas), a queda foi de 25,8%. No acumulado do ano até maio, o tombo foi de 58,3% – de janeiro a maio de 2019 foram exportadas 4,9 mil unidades, enquanto no mesmo período do ano anterior foram exportadas 11,9 mil unidades.

MÁQUINAS AGRÍCOLAS E RODOVIÁRIAS – Em maio de 2019 a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 5,4 mil unidades, enquanto em abril foram 4,4 mil unidades, variação positiva de 23,2%. Na comparação com a produção de maio de 2018 (4,6 mil unidades), o crescimento foi de 18,6%. No acumulado de janeiro a maio de 2019 a produção foi de 20,7 mil unidades contra as 21,6 mil unidades do mesmo período de 2018, queda de 4,2%.

As vendas no mercado interno ficaram estáveis em 3,1 mil unidades em maio e em abril. Já em maio de 2018 foram vendidas 3,3 mil unidades, 5,8% a mais que em maio desse ano. No acumulado de janeiro a maio de 2019 foram vendidas 15,5 mil unidades contra as 14,9 mil unidades do mesmo período do ano passado – crescimento de 3,7%.

As exportações somaram 1,2 mil unidades em maio de 2019. Em abril foram 1,3 mil unidades, o que reflete variação negativa de 3,6%. Na comparação com as 1,1 mil unidades exportadas em maio de 2018 o crescimento foi de 15%. No acumulado de janeiro a maio de 2019 foram exportadas 5,2 mil unidades contra as 5,1 mil unidades do mesmo período de 2018, um crescimento de 0,8%.

IMPOSTOS – A tributação é um enorme peso para a indústria nacional. O setor de veículos automotores não é exceção. A Anfavea defende a urgência de se promover uma profunda simplificação tributária e burocrática no Brasil. Citando a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, afirma que 1,2% do faturamento industrial é gasto com mão de obra, software, serviços e custos legais para cálculos e processamentos de tributos.

Obviamente, neste porcentual não estão incluídos os custos dos impostos propriamente ditos. Anualmente, a indústria brasileira gasta cerca de R$ 37 bilhões apenas com essas operações burocráticas, o que representou em 2017 0,6% do PIB nacional e 5,5% do PIB industrial.

Focando apenas no setor automotivo, a Anfavea calcula um gasto anual de R$ 2,3 bilhões só com esse custo burocrático-tributário, valor maior que o R$ 1,5 bilhão previsto com Pesquisa e Desenvolvimento no programa Rota 2030. “Ou acabamos com esse sistema tributário ou ele acaba com o Brasil”, afirma Luiz Carlos de Moraes.
Ele citou como exemplo o fluxo de importação do airbag, item obrigatório nos veículos nacionais, que demanda 15 passos burocráticos de requerimentos, o que pode demandar 50 dias de processamento.

Enquanto a média global para cálculos de impostos em empresas é de 231 homens/hora por ano, no Brasil a necessidade é de 2.507 homens/hora, de acordo com a Fiesp. Outro dado que ilustra esse cipoal burocrático é que, nesses 30 anos de Constituição Federal, cerca de 50 normas tributárias são editadas a cada dia útil no país.

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