Eletrônica e Informática

Armazenamento de dados em fitas não é só uma tendência retrô

Um relatório recente do Conselho de Armazenamento de Fitas constatou que um recorde de 114.079 PB de capacidade de fita aberta linear (LTO) foi enviado em 2019. Isso representa cerca de 400% a mais do que foi enviado em 2009.

Vista como uma tecnologia superada, o armazenamento em fita está vencendo o decisivo teste do tempo, mesmo em um cenário caracterizado pela crescente migração de dados para o armazenamento na nuvem. Sim, as fitas demandam o uso intensivo de mão de obra, exigindo um processo manual para alterá-las no início ou no final de cada dia. E sim, elas também podem ser extraviadas ou perdidas.

Mas a realidade é que suas vantagens estão se impondo e dando origem a um novo ciclo de renascimento. E argumentos positivos não faltam, como apresenta Florian Malecki, chefe de Marketing Global da Arcserve, provedor de soluções de proteção de dados e de combate a ataques de ransomware.

1: A fita oferece melhor proteção contra ransomware

Muitas das tecnologias atuais de armazenamento de dados, como o armazenamento em nuvem, não são capazes de oferecer proteção total contra a crescente ameaça de ataques de ransomware. Já o backup em fita está offline, então não pode ser facilmente infiltrado por malware ou qualquer outro tipo de ataque cibernético. As fitas em si são muitas vezes mantidas em locais externos ou em cofres de armazenamento, fazendo com que elas possam atuar como a última linha de defesa. Mesmo que os criminosos penetrem em outras defesas, eles não serão capazes de acessar os dados confiados às velhas fitas…

2: A fita pode sobreviver a desastres

Mesmo depois de todos esses anos, fazer backup de dados em fita e enviá-los para fora do local ainda é um método altamente confiável de recuperação de desastres. Se o seu escritório pegar fogo ou sofrer uma inundação ou for vítima de qualquer outro tipo de desastre natural, a maneira mais segura de proteger seus dados é colocá-los em fita em um local remoto seguro. É por isso que organizações experientes nunca vão pararam de fazer armazenamento de fita.

3: A fita é econômica

O custo do armazenamento em fita continua a diminuir enquanto sua capacidade de armazenamento aumenta. A fita continua sendo uma das opções mais baratas para arquivamento de dados de longo prazo. De acordo com a Fujifilm, a fita é três a quatro vezes mais barata de usar do que o disco para armazenamento a longo prazo. O formato de backup em fita líder é LTO e, com a introdução do LTO-8 há vários anos, as empresas podem armazenar até 30 TB de dados compactados em uma única fita.

Mas isso é só o começo. Em um futuro não muito distante, a geração LTO 12 armazenará até 480 TB compactados em uma fita. Isso significa que a fita pode facilmente acomodar o crescimento maciço de dados que quase todas as organizações enfrentam.

4: A fita deixa as seguradoras felizes

O seguro de responsabilidade cibernética é um tipo de seguro projetado para cobrir perdas e penalidades associadas a uma violação de dados ou outro ataque cibernético. Mas os grandes provedores de seguros estão ficando muito seletivos ao subscrever novas apólices cibernéticas, sendo que muitos só garantirão clientes que tenham estratégias robustas de proteção de dados.

Isso significa que as empresas devem aumentar seus investimentos em ferramentas e processos de segurança para provar que são um risco valioso para os provedores de seguros. Ter uma estratégia de A até Z que inclua armazenamento em disco, armazenamento em nuvem e armazenamento em fita cria um perfil de risco muito mais favorável aos olhos dos provedores de seguros cibernéticos.

5: A fita dura muito mais tempo

Os profissionais de armazenamento de dados têm um ditado. Existem dois tipos de discos rígidos: aqueles que falharam e aqueles que falharão. As tecnologias modernas como armazenamento magnético, armazenamento em flash e armazenamento em nuvem oferecem muito em desempenho e flexibilidade. Mas elas ficam muito aquém do armazenamento de fita quando testadas na perspectiva do tempo, ao oferecerem uma vida útil média de 30 anos. O armazenamento em disco, em contraste, normalmente começa a falhar após cerca de cinco anos.

“Em resumo, a fita pode ser um dos métodos mais antigos para armazenamento de dados, mas permanece altamente relevante para fins de backup e recuperação. Embora o armazenamento primário e secundário tenha se movido principalmente para discos e nuvem, organizações experientes entendem que a fita continuará a desempenhar um papel essencial no data center moderno ainda por muitos anos”, conclui Malecki.

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