Eletrônica e Informática

Articulação deseja atrair investimento norte-americano para semicondutores no Brasil

Brasil e Estados Unidos devem iniciar conversas para ampliar a cooperação entre os dois países na área de semicondutores. O tema foi debatido no dia 13 de março, em Washington D.C. (EUA), entre a embaixadora do Brasil naquele país, Maria Luísa Viotti, e o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviço do MDIC, Uallace Moreira.

 

O objetivo é posicionar o Brasil como fornecedor preferencial na cadeia de suprimentos do mercado norte-americano – intensificando aqui a produção do chamado “back end”, que são as etapas fabris de encapsulamento, testes e design, entre outras, áreas para as quais o Brasil possui know-how e capacidade instalada.

 

“Os EUA possuem vários fundos para estimular a expansão de sua cadeia de suprimentos nos países próximos. E temos percebido um grande interesse deles em trabalhar com o Brasil, dada a nossa capacidade e o nosso potencial para atuar em alguns elos da cadeia. Uma cooperação nesse nível expande nossa capacidade tecnológica, ao mesmo tempo em que gera emprego de qualidade e melhor renda no Brasil”, afirma Moreira.

 

Existem atualmente 11 empresas de semicondutores no país, todas atuando no back end e com faturamento anual na casa de R$ 5 bilhões.

 

O país também possui capacidades reconhecidas no que se refere à geração de conhecimento e à formação de mão de obra qualificada para área – com destaque para desenvolvimento de softwares e soluções de design.

 

“Esse ecossistema só pode ser construído devido à existência Padis e aos financiamentos de BNDES e Finep para o setor”, afirma Moreira, citando o programa criado em 2007 e reativado pelo governo do presidente Lula em 2023.

 

“Agora, sob o comando do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, e em parceria com os ministérios da Fazenda de e Ciência e Tecnologia, estamos trabalhando para ampliar e aprimorar o programa”, diz o secretário.

 

Uma das ideias é justamente expandir os incentivos à exportação, o que permitirá alcançar não só os Estados Unidos, mas também outros mercados.

 

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