Eletrônica e Informática

Copa Energia e USP firmam acordo para viabilizar produção de BioGLP

A Copa Energia, detentora das marcas Copagaz e Liquigás, assinou no dia 11 de fevereiro, um acordo de cooperação com a Universidade de São Paulo (USP) para desenvolver nos próximos quatro anos o projeto BioGLP, estratégico para os novos rumos da companhia em termos de desenvolvimento de tecnologia e de sustentabilidade.

Segundo Pedro Turqueto, VP de Estratégia e Mercado da Copa Energia, além da busca pela produção de outras fontes renováveis de energia, a companhia tem como objetivo, por meio do acordo, formar mão de obra qualificada para atuar diretamente no setor energético. “A cooperação entre empresa e universidade é fundamental para o avanço tecnológico e o desenvolvimento de soluções inovadoras. Neste sentido, serão oferecidas bolsas de estudo para os estudantes de pós-graduação se dedicarem ao projeto e desenvolverem habilidades para suprir a necessidade do novo mercado que estamos propondo”, explicou.

O BioGLP é um combustível gasoso, de origem renovável, obtido a partir do tratamento do lixo, do bagaço da cana-de-açúcar e do óleo vegetal, por exemplo. De acordo com Leonardo Silva, coordenador de Novas Tecnologias da Copa Energia, o gás renovável tem o mesmo desempenho que o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) comercializado atualmente, conhecido popularmente como gás de cozinha.

“Em termos químicos, o produto exerce a mesma função, se comparado ao tradicional. O diferencial é a sustentabilidade, uma vez que ele emite até 80% menos carbono na combustão do que o de origem fóssil. Por ser obtido a partir de fonte renovável, não há risco de agressão ao meio ambiente e nem de esgotamento produtivo”, explicou Silva, que já atuou na produção do BioGLP na Europa. Desde 2017, o continente europeu e os Estados Unidos já comercializam pequenas quantidades do produto.

OUTRAS INICIATIVAS  – A Copa Energia tem parcerias com a academia para contribuir com os avanços da pesquisa científica no Brasil e desenvolver fontes alternativas, preferencialmente não fósseis, de obtenção de energia. Há em andamento projetos com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) sobre novos usos do GLP, com geração de energia onde a eletricidade não chega e, também, para o aquecimento de tanques de criadouros de peixe. “A companhia busca, por meio do desenvolvimento da tecnologia sustentável, se comprometer com as questões de ESG e contribuir para a transformação da cadeia produtiva do setor energético”, destacou Turqueto.

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