Metal Mecânica

Desempenho da indústria de máquinas e equipamentos em agosto supera expectativas da Abimaq

O forte desempenho da indústria de máquinas e equipamentos em agosto foi superior ao esperado pela Abimaq. Agora a entidade projeta expansão setorial superior a 20% em 2021 em comparação ao ano anterior. No mês, a receita líquida total do setor foi de R$ 20.205,56 milhões, refletindo crescimento de 16,7% em relação ao mês de julho e de 25,6% em relação a agosto de 2020.  No acumulado de janeiro a agosto, a receita líquida total foi de R$ 140.467,61 milhões – 33% acima do mesmo período do mesmo período de 2020.

A receita líquida interna também apresenta números vistosos. No mês de agosto somou R$ 15.411,60 milhões, com crescimento de 15,8% em relação ao mês anterior e de 23,6% na comparação com o mesmo mês de 2020. No acumulado até agosto, a receita foi de R$ 108.040,10 milhões com expansão de 42% em comparação ao mesmo período de 2020.

EXPORTAÇÕES – Em agosto houve melhora tanto nas receitas internas como nas exportações, embora o mercado externo tenha exercido maior influência positiva nos resultados. As exportações no mês de agosto somaram US$ 912,84 milhões, com crescimento de 19,4% em comparação ao mês anterior e de 78,4% em relação a agosto de 2020. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 5.729,05 milhões, 28,9% acima do mesmo período de 2020.

Tanto na comparação mensal como na interanual, apenas o setor de máquinas para petróleo e energia renovável registrou queda nas exportações. Em agosto, entre os melhores desempenhos estão: Máquinas para infraestrutura e indústria de base (+39,4%); Máquinas para logística e construção civil (+33,5%). No acumulado de janeiro a agosto, o melhor resultado foi obtido pelo setor de Máquinas para logística e construção civil (+52,8%), puxado pelo setor de máquinas rodoviárias e também de movimentação e armazenamento de materiais.

Por destinos de exportações, no acumulado do ano, destacou-se a recuperação das vendas de máquinas para países da América Latina (+51,8%). A China registrou forte aumento nas aquisições de máquinas e equipamentos brasileiros (+572%). Os Estados Unidos, principal destinos das exportações de máquinas e equipamentos, registraram incrementos de 4,1% nas aquisições de máquinas nacionais. As vendas para os países da zona do euro registraram crescimento de 16,6%.

IMPORTAÇÕES – Em agosto, as importações somaram US$ 1.736,51 milhões, com leve que queda de 0,3% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2020, o crescimento foi de 44,7%. No acumulado dos oito meses de 2021, a importações totalizaram US$ 13.601,90 milhões, com aumento de 18,4%.

No mês de agosto as importações de máquinas para infraestrutura e os componentes para reposição ou utilizados na produção de bens de capital encolheram. No ano, por outro lado, houve queda apenas nas importações de máquinas para infraestrutura (-39%).

Dentre os setores com maior incremento nas importações de máquinas e equipamentos no período janeiro a agosto se destacaram: Logística e construção civil (+51,8%); Indústria de transformação (+36,7%); e Setor fabricante de bens de consumo não duráveis (35,2%).

Entre as principais origens das importações, pela ordem, aparecem China, EUA e Alemanha comandando o ranking. No ano, as importações oriundas da China cresceram 56,7% e o país asiático retomou a posição de líder com 25,2% das compras totais de máquinas pelo Brasil. As importações desde os EUA recuaram 20,1%, levando o país a ocupar a segunda posição (18,3% de share). As importações da Alemanha cresceram 9,1%.

CONSUMO APARENTE – O consumo aparente de máquinas e equipamentos em agosto foi de R$ 25.808,02 milhões, com crescimento de 8,9% na comparação com julho e de 16,6% em relação ao mesmo mês de 2020. No acumulado até agosto, o consumo aparente foi de R$ 196.521,72 milhões. Em relação ao mesmo período de 2020, a expansão foi de 21,4%.

Em agosto, houve incremento apenas na aquisição de máquinas produzidas localmente (+15,8%), já que as importações registraram leve queda. No ano, o crescimento de 21,4% teve influência positiva tanto da produção local quanto das importações. Mas a aquisição de bens locais predominou, elevando a participação para 55% contra 47% no mesmo período de 2020. No mês de agosto de 2021 houve aumento de 0,4 ponto percentual no nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira de máquinas e equipamentos que atingiu 83,6%.

A carteira de pedido, medida em número de semanas para atendimento, também registrou crescimento, anulando parcialmente a queda observada em julho e alcançou 11,9 semanas. Em relação ao mês de agosto de 2020, a carteira de pedidos encontra-se 18,5% acima. Contribui para essa melhora o incremento da carteira do setor fabricante de máquinas para infraestrutura e indústria de base, que passou de 18,5 semanas para 30,6.

O mês de agosto de 2021 registrou o décimo quarto crescimento consecutivo no número de pessoas ocupadas no setor. A indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês com 365 mil pessoas empregadas diretamente. Em relação ao mês de agosto de 2020, foram criados 57 mil postos de trabalho. Os setores que mais contrataram foram o de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas e de máquinas para construção, que acumulam as maiores altas na produção e receita de vendas em 2021.

Os dados foram divulgados no dia 29 de setembro pela Abimaq em coletiva de imprensa online. (Franco Tanio)

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