Metal Mecânica

Empresa de trens chinesa abrirá fábrica em Araraquara

A empresa estatal chinesa CRRC abrirá uma fábrica em Araraquara, no interior paulista, para o fornecimento de trens para o Metrô de São Paulo. O empreendimento terá um investimento inicial de cerca de R$ 50 milhões e deve gerar 100 empregos. A produção, prevista para começar em 2026, atenderá as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô.

 

Além das novas composições para o Metrô, a fábrica será responsável pela produção dos veículos do Trem Intercidades (TIC), que ligará São Paulo a Campinas e cuja operação deve iniciar em 2031.

 

A CRRC venceu uma licitação internacional para a fabricação dos trens. As composições abastecerão, inclusive, a expansão da Linha 2-Verde, da Vila Prudente à Penha, além de reforçar a frota das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha.

 

CONTRATO – O governo de São Paulo assinou um contrato internacional de R$ 3,1 bilhões para o fornecimento de 44 novos trens para o Metrô. Os veículos atenderão a expansão da Linha 2-Verde, da Vila Prudente à Penha, e as linhas 1-Azul e 3-Vermelha. A empresa chinesa CRRC, que venceu a licitação internacional, será responsável pela fabricação dos trens. O primeiro trem deve ser entregue em 21 meses.

 

Os novos equipamentos serão mais rápidos e modernos, permitindo redução do intervalo de circulação, melhora no conforto dos passageiros e aumento da confiabilidade do sistema. Com capacidade para transportar até 1,8 mil passageiros por trem, os veículos terão motores de alta performance com velocidade máxima de 100 km/h, além de um modelo gangway, que prevê passagem livre entre os carros.

 

Além disso, os novos trens contam com sistemas de operação totalmente automatizados, câmeras com 168 horas de gravação e comunicação direta com o Centro de Controle Operacional (CCO). Todos os carros terão portas USB para recarga de dispositivos móveis e sistema de ar-condicionado com controle automático de temperatura. O financiamento do contrato foi feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Do ponto de vista ambiental, os trens também trazem avanços: a estrutura será feita em aço inoxidável, mais leve e resistente, e a frenagem será em grande parte elétrica, reduzindo o consumo de energia e o desgaste de componentes. Haverá ainda sistemas de detecção e combate a incêndios, com sensores ópticos e dispositivos de nebulização.

 

SP NOS TRILHOS – Com investimentos previstos de mais de R$ 190 bilhões, o programa SP nos Trilhos reúne mais de 40 projetos voltados à infraestrutura ferroviária, incluindo trens metropolitanos e serviços intercidades. As iniciativas abrangem mais de 1 mil quilômetros de trilhos na Grande São Paulo, no interior e no litoral do estado, com potencial para gerar cerca de 150 mil empregos.

 

Entre as ações previstas, está a modernização da frota atual e a aquisição de aproximadamente 400 novos trens nos próximos dez anos. O programa contempla tanto as linhas em operação quanto os futuros projetos, reforçando o compromisso do Governo de São Paulo com a ampliação do transporte sobre trilhos e a melhoria da mobilidade urbana. (foto/divulgação)

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