Entidades pedem inclusão do gás natural no Redata para garantir operação de data centers
Um conjunto de entidades do setor produtivo divulgou no dia 15 de dezembro um manifesto defendendo a inclusão do gás natural entre as fontes aptas ao suprimento dos data centers beneficiados pelo Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center no Brasil, (Redata), programa criado pela MP 1318/2025 para estimular investimentos em infraestrutura digital no Brasil. O grupo afirma que, sem uma fonte firme e estável, o país corre o risco de limitar a expansão dessa infraestrutura crítica e de perder competitividade na disputa por novos empreendimentos globais.
As organizações lembram que data centers exigem padrões internacionais de disponibilidade próximos de 100% – com tolerância inferior a cinco minutos de falha por ano – o que demanda fontes capazes de operar 24 horas por dia sem dependência de variáveis climáticas. A ausência do gás natural entre as alternativas previstas no programa, segundo o grupo, compromete a previsibilidade necessária para projetos de grande porte.
O manifesto também ressalta que a proposta não reduz a relevância das fontes renováveis, mas busca complementá-las com uma opção estável, prática adotada por países líderes em infraestrutura digital. Para os signatários, permitir o uso do gás natural – inclusive em sistemas locais de backup – aumenta a segurança operacional, reduz riscos e fortalece o ambiente de negócios.
O documento é assinado por: Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás); Movimento Brasil Competitivo (MBC); Pensar Energia; Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP); Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás); Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB); Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP); Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Minas e Energia (FNSME); Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan); Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen); Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget); Fundação Getulio Vargas Energia (FGV Energia); Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS); Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC); Instituto Livre Mercado; Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes); Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE); Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace Energia); Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee); Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo; Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia (Freppegen); Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia.


