FITec apresenta na Fivel 2025 projetos de ponta desenvolvidos em Belo Horizonte

A Fundação para Inovações Tecnológicas (FITec) é uma das patrocinadoras da 17ª Feira Industrial do Vale da Eletrônica (Fivel), que acontece em Santa Rita do Sapucaí (MG), nos dias 22 a 24 de outubro, no campus da Escola Técnica de Eletrônica (ETE). O evento, com entrada gratuita, é promovido pelo Sindvel e pela Associação Industrial local, com apoio do Sebrae, Fiemg, Prointec e Prefeitura Municipal. Na oportunidade, os participantes poderão conhecer melhor as atividades da Unidade Embrapii FITec BH e os projetos que têm realizado nas áreas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I) voltados para a Visão Computacional, Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT), em sinergia com o setor produtivo do país.
A amplitude e a aplicabilidade das tecnologias em que a instituição atua serão apresentadas na palestra da diretora executiva da FITec, Astrid Maria Carneiro Heinisch, no contexto das oportunidades de fomento da Embrapii para o Vale da Eletrônica. A Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial é uma organização social qualificada pelo Poder Público Federal que apoia instituições de pesquisa tecnológica, fomentando a inovação na indústria brasileira. Ela conecta o conhecimento científico da sua Rede de Unidades à indústria para transformar ideias em produtos e soluções inovadoras, compartilhando custos e riscos do desenvolvimento.
“A certificação da FITec BH como Unidade Embrapii ampliou o alcance das parcerias com empresas e instituições, favorecendo o acesso a recursos de fomento e a troca de conhecimento com outras unidades. O modelo Embrapii é ágil, desburocratizado e permite que as empresas compartilhem riscos e custos em projetos inovadores, acelerando o processo de transformação digital e industrial”, explica Astrid.
“Nosso apoio à Fivel 2025 reafirma o papel da FITec como parceira estratégica na transformação tecnológica da indústria brasileira. Somos uma instituição que conecta empresas, universidades e governos para transformar ideias em soluções que impulsionam o futuro”, afirma o CEO do Instituto, José Luis de Souza.
PROJETOS DESENVOLVIDOS – Entre os projetos que trazem a assinatura da Unidade Embrapii FITec BH e que beneficiaram a indústria e a sociedade, estão o Arco Cirúrgico com Visão Computacional e Inteligência Artificial, que aprimora o tratamento de imagens em tempo real, elevando a precisão e a segurança em procedimentos médicos complexos. O sistema incorpora um estabilizador automático de brilho, garantindo consistência visual e melhor desempenho diagnóstico.
Outro projeto já implantado é o DIN – Dispositivo Individual de Notificação em Plataforma IoT, uma solução inovadora em comunicação de risco. Criado em parceria com a Cemig, Pixel e Anima, no contexto de um projeto P&D Aneel, o sistema busca contribuir com a segurança para comunidades que vivem próximas a barragens, emitindo alertas individualizados em caso de enchentes ou rompimentos. O dispositivo é econômico, de fácil instalação e mantém o alerta mesmo na ausência de energia elétrica, graças ao display de e-paper e conectividade de longo alcance (LoRaWAN e NB-IoT). Além de premiado, o projeto exemplifica o conceito de inovação aberta e design centrado no usuário.
Na área de cidades inteligentes, a engenheira Astrid destaca o Sistema de Identificação Veicular Inteligente que propõe inovação na segurança urbana ao identificar e localizar veículos roubados, furtados ou clonados por meio de reconhecimento automático de placas de forma colaborativa. A tecnologia, que transforma câmeras comuns em sensores inteligentes, é base para soluções integradas de mobilidade e controle de acesso em ambientes públicos e privados. Outro destaque é o novo Controlador para Reguladores de Tensão, aplicado às redes de energia elétrica, que oferece menor custo, novas funcionalidades e controle avançado, especialmente naquelas redes que integram fontes renováveis e requerem gerenciamento inteligente de fluxo reverso e caracterização de carga. É um controlador agnóstico quanto ao modelo de regulador e que atende ao mercado nacional e internacional.
Já a Plataforma de Geoinformação é um dos exemplos de inovação em software. Ela foi desenvolvida com uma arquitetura moderna, baseada em microsserviços e contêineres, ou seja, uma estrutura que divide o sistema em partes menores e independentes. Essa abordagem garante maior flexibilidade, agilidade e facilidade para crescer no futuro, já que cada módulo pode ser atualizado ou ampliado sem comprometer o todo. Com o uso de softwares de código aberto, reduzem-se os custos e ampliam-se as possibilidades de integração. A plataforma se mostra preparada para evoluir continuamente, recebendo novos módulos e funcionalidades de forma simples. É capaz de atender desde sistemas corporativos de informação geográfica (GIS) até infraestruturas completas de dados espaciais (IDE), seja instalada em servidores locais ou oferecida como serviço na nuvem (SaaS). (foto/divulgação)

