Eletrônica e Informática

Inteligência artificial pode melhorar prevenção e aprimorar resposta em caso de desastres naturais

A recente catástrofe de inundações no Rio Grande do Sul destacou a urgente necessidade de aprimorar nossas respostas a desastres naturais. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a inteligência artificial é uma aliada para a diminuição do risco de desastres e um sistema de alerta para multirriscos que poderia auxiliar diversos países na prevenção de eventos climáticos. Conforme o plano estratégico da OMM para 2024-2027, a inteligência artificial deve ser a principal ferramenta para estimular o progresso nas ciências e tecnologias.

 

“A IA pode ser fortemente utilizada em sistemas de detecção e alerta precoce de desastres naturais, como enchentes, tempestades e furacões. Ela ajuda a tornar cada vez mais precisa a previsão do tempo ao correlacionar dados históricos de clima com inúmeros outros fatores”,  afirma Marco Túlio Duarte, Diretor Técnico da Matrix Go.

 

O Google tem realizado várias iniciativas utilizando IA para auxiliar populações afetadas. Isso inclui mapas detalhados de inundações disponíveis em pesquisas e alertas meteorológicos atualizados em tempo real, fornecendo informações críticas para a população. É crucial garantir que essas informações sejam acessíveis a todos, inclusive em áreas com baixa conectividade.

 

“A IA pode ajudar a otimizar a alocação de recursos e pessoal de emergência através da análise de dados em tempo real, identificando áreas mais afetadas e priorizando onde tais recursos são mais necessários”, explica Simone Faquineli, diretora de DevOps e Inteligência Artificial da Matrix Go.

 

Drones autônomos e/ou semi autônomos equipados com IA são capazes de realizar buscas em áreas isoladas, proporcionando uma resposta rápida e eficiente em situações de emergência. O uso de drones deve ser acompanhado por regulamentações claras e protocolos de segurança para evitar interferências com outras operações de resgate. A IA pode realizar a triagem isonômica de pacientes em hospitais e centros de saúde com base na gravidade dos ferimentos e outros fatores, garantindo um atendimento mais eficaz e organizado. A precisão dos algoritmos de triagem é crucial, e é necessário treinamento constante dos profissionais de saúde para interpretar corretamente as recomendações da IA.

 

Segundo os especialistas em inteligência artificial, a logística de distribuição de suprimentos pode ser otimizada com a ajuda da ferramenta, que ajuda a mapear rotas mais eficientes para a entrega de doações e itens de primeira necessidade. Algoritmos podem analisar estoques e prever necessidades futuras, garantindo que os recursos cheguem onde são mais necessários. A confiabilidade dos algoritmos de logística é fundamental, especialmente em situações de crise onde os tempos de resposta são críticos.

 

Um desafio atual é a conectividade e o acesso à internet. Muitas cidades inundadas tiveram suas estruturas de conexão inutilizadas, dificultando a implementação de algumas dessas tecnologias. Investir em soluções de comunicação de emergência, como redes móveis temporárias e sistemas de satélite, pode ajudar a mitigar esses problemas.

 

“A inteligência artificial destaca-se principalmente por sua alta capacidade de processar e cruzar um altíssimo volume de dados em tempo hábil, convertendo-os em informações úteis. No caso de infraestrutura crítica, o monitoramento em tempo real de dados operacionais dessas instalações, juntamente com dados históricos e estatísticos, empodera a tomada de decisões para prevenção e reação a possíveis danos e desastres”, conclui Marco Túlio Duarte. É essencial garantir a segurança cibernética desses sistemas para proteger contra possíveis ataques que possam comprometer a infraestrutura crítica.

 

“A catástrofe no Rio Grande do Sul evidencia os perigos das mudanças climáticas e fenômenos extremos. A IA já atua com bastante preponderância nas previsões meteorológicas, que se tornam cada vez mais precisas e locais com o acirramento dos fenômenos climáticos. É crucial acentuar a colaboração entre instituições governamentais, a comunidade científica e tecnológica, e a sociedade como um todo para a tomada de ação preventiva e a criação e difusão de sistemas de alerta mais eficientes”, enfatiza Simone Faquineli.

 

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