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InvestSP avalia que crescimento da indústria automotiva chinesa pode abrir espaço para novos investimentos no Brasil

O crescimento da indústria automotiva chinesa pode abrir espaço para novos investimentos no Brasil e no estado de São Paulo. Isso porque, além do aumento das exportações, as marcas têm apostado na instalação de fábricas nos principais mercados-alvos. A avaliação é da InvestSP, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), do governo paulista.

 

Relatório do escritório da InvestSP em Xangai, que atua para atrair investimento estrangeiro para São Paulo e abrir espaço para empresas paulistas na Ásia, destaca o caso da Great Wall Motor (GWM). A empresa anunciou um aporte de R$ 10 bilhões para a implantação de uma fábrica em Iracemápolis, no interior paulista, que vai produzir picapes e SUVs híbridos e elétricos.

 

Além disso, criou centros de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) em países como Japão, Estados Unidos, Alemanha e Índia, além de unidades de montagem no Equador e na Malásia, por exemplo, e bases de produção na Rússia e na Tailândia.

 

“São Paulo tem uma indústria automotiva madura, mão de obra qualificada e um mercado de consumo gigante, o que faz dele um destino interessante para investimentos das marcas chinesas. Além dos fatores financeiros e da geração de emprego e renda, a tecnologia e a experiência da indústria de veículos elétricos do país asiático podem agregar conhecimentos importantes ao Brasil”, afirma o chefe do escritório da InvestSP em Xangai, Inty Scoss.

 

O avanço da indústria chinesa tem relação com o Plano de Desenvolvimento da Indústria de Veículos de Nova Energia (2021-2035), lançado em 2020. Uma das metas era que, em 2025, os carros elétricos respondessem por 20% das vendas do país. Mas ela já foi atingida: em 2022, eles responderam por 25%. E, no ano passado, a China liderou as vendas globais de veículos elétricos pelo 9º ano seguido, com um total de 9,5 milhões de unidades.

 

Além do plano anunciado em 2020, desde 2009 a China conta com medidas de apoio ao segmento, como subsídios fiscais, redução ou isenção de impostos na produção e na venda e estímulo à compra pelo setor público.

 

Destaque para os investimentos em tecnologia – recursos como realidade virtual, big data, inteligência artificial e conectividade têm ganhado espaço na indústria automotiva chinesa – e na evolução das baterias, que têm se tornado menores e mais potentes. A autonomia média dos veículos elétricos no mundo pulou de 230 para 337 quilômetros, entre 2018 e 2022. No caso específico dos modelos chineses, ela atingiu quase 600 quilômetros. E algumas empresas já contam com baterias que fazem o carro rodar mais de mil quilômetros.

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