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Profissionais em home office sofrem com variações de fornecimento de energia elétrica

A demanda por eletricidade no Brasil atingiu um alto nível em 2021, segundo estudo do órgão governamental Empresa de Pesquisa Energética divulgado em janeiro de 2022. O país consumiu 500.209 gigawatts/hora, o que configura um crescimento de 5,2% em comparação ao ano anterior.

O estudo revela, ainda, que o consumo doméstico de energia foi de 8.026 gigawatts/hora em 2021. Trata-se de um mercado muito sensível às inconsistências do fornecimento, muitas vezes sem as fontes redundantes presentes, por exemplo, na indústria. Outro desafio para os consumidores que trabalham em home office é o alto custo da energia no Brasil. Segundo análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o preço da eletricidade aumentou entre 15 e 25% desde o início de 2022.

Os brasileiros que trabalham em home office buscam o máximo profissionalismo em suas entregas à empresa para a qual trabalham. Mas as flutuações de fornecimento de energia elétrica nem sempre facilitam isso.

Picos de tensão causados por impulsos elétricos são comuns em sistemas de energia instáveis. Quanto maior a sua magnitude, maior o risco de causar avarias nos equipamentos e dispositivos. O impacto destas flutuações de tensão nos dispositivos digitais pode variar entre o envelhecimento prematuro de seus componentes até a destruição desses componentes. Irregularidades na rede elétrica podem também causar reinicializações em computadores e em infraestruturas críticas, com a possível perda de informações ou deterioração dos dispositivos que devem proporcionar conectividade, como modems ou roteadores.

As empresas precisam tomar medidas preventivas para proteger os dispositivos e a infraestrutura crítica dos colaboradores que trabalham em suas casas contra flutuações elétricas e faltas de energia. Soluções como protetores de tensão e estabilizadores podem funcionar. Ainda assim, um especialista deve ser consultado sobre qual deles se adequa melhor às necessidades da organização. Para mitigar os picos de tensão e proporcionar autonomia elétrica à alimentação de energia, o sistema de fonte de alimentação de energia ininterrupta (UPS) é a escolha certa.

Evitar danos futuros será determinado pela velocidade com que o plano de ação for definido. Para este plano, três critérios importantes precisam ser considerados: o tipo de problema (picos de tensão, faltas de energia, distúrbios elétricos na rede); a origem (as faltas de energia não são ocasionais, mas sistemáticas) e a duração que os eventos normalmente têm.

Quando o problema é sistemático e sustentado ao longo do tempo e a carga crítica que precisa ser alimentada é conhecida, o modelo do UPS deve ser escolhido com base na potência necessária para dar suporte à carga e à criticidade dos equipamentos conectados. Unidades de UPS protegem os equipamentos conectados contra instabilidades na rede elétrica ao funcionar como um amortecedor entre a rede e o equipamento. Além de sustentar tempo de funcionamento por baterias, alguns modelos também protegem contra picos, surtos e outras anomalias elétricas.

Alguns sistemas UPS compactos usados para dar suporte a cargas menores estão disponíveis com opcionais que incluem tempo adicional de funcionamento das baterias durante faltas de energia elétrica, software para iniciar o desligamento quando a bateria estiver fraca e baterias que podem ser trocadas pelo usuário para melhorar a disponibilidade. O UPS pode proporcionar tempo de funcionamento por baterias tanto para passar por uma falta de energia elétrica como para dar ao usuário tempo para desligar e evitar uma possível perda de dados que pode derivar de faltas de energia não planejadas.

Como as consequências das mudanças climáticas estão se intensificando, a resiliência e a adaptabilidade serão essenciais para as empresas conforme elas buscam modelos inovadores para criar mais eficiência. Os investimentos certos em tecnologia ao longo do tempo, com base na evolução das condições existentes, significarão melhores negócios para elas.

(*) O autor é gerente de Ofertas de IRS para a Vertiv Argentina.

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