Came do Brasil, em nova sede, projeta crescer mais de 15% no mercado de segurança

Após dobrar de tamanho nos últimos quatro anos, a filial brasileira da Came, multinacional de origem italiana que atua no segmento de produtos de controle de acesso no mercado de segurança, confirmou os seus planos e metas para seguir com a sua expansão no país. No Brasil desde 2010, a companhia passou a operar em uma nova sede, em Indaiatuba (SP), a partir do segundo semestre de 2025, e a sua estrutura atual é três vezes maior do que a da sua base anterior. Com espaço ampliado para produção, montagem e armazenamento de equipamentos em sua fábrica, o que também colabora para melhor eficiência logística, a empresa mudou de prédio para continuar atendendo com sucesso as demandas do seu setor, no qual projeta crescer no mínimo 15% em 2026, em comparação com o último período de 12 meses, no qual registrou o seu volume recorde de negócios em solo nacional.
Marco Barbosa, diretor da Came do Brasil, diz também que vislumbra o aumento das atividades da filial como exportadora de produtos para outros países da América do Sul. “O ano passado foi o melhor da série histórica desde quando a Came está aqui. Tivemos um crescimento próximo dos 30% em relação a 2024, de uma maneira geral, e a área que mais cresceu foi a de alta segurança novamente, com quase 100% de expansão. Isso vem confirmando toda a expectativa que tínhamos de um bom resultado neste subsegmento e que se confirmou principalmente por meio de clientes que necessitam de produtos confiáveis, como bollards (tipo de barreira super-resistente com acionamento remoto), garras de tigre (dilaceradores de pneus fixados no solo), além de diversos modelos de cancelas capazes de absorver fortes impactos e portas com detectores de metais, entre outros equipamentos que, após serem instalados, fazem os nossos consumidores perceberem o bom custo-benefício desses dispositivos”, ressalta o líder da unidade da multinacional com mais de 50 anos de história e atualmente com filiais em mais de 20 países.
Especialista em segurança, Barbosa justifica o seu otimismo em um novo crescimento expressivo da Came em 2026 ao lembrar o fato de que a empresa tem ampliado o alcance dos seus produtos e serviços, além de oferecer um atendimento cada vez mais personalizado. “Temos clientes hoje dos setores empresarial, de condomínios residenciais e logísticos, como centros de distribuição. Essa diversificação também é fruto da criação de um departamento que só cuida de projetos especiais, com um diretor comercial e uma área técnica especialmente voltada a esses trabalhos, além de uma divisão exclusiva para produtos de alta segurança. Com essa organização, crescemos bastante e agora estimamos uma expansão de pelo menos 15% neste ano”, reforça.
CRIMINALIDADE – A evolução constante das atividades econômicas da Came no mercado brasileiro ocorre na esteira da preocupação crescente da população com a criminalidade. Em recente pesquisa realizada pelo Datafolha, que ouviu 2.002 pessoas, de 113 municípios, entre os dias 2 e 4 de dezembro, 16% dos entrevistados apontaram a segurança pública como o problema mais grave do país. O setor só ficou atrás da saúde, indicada por 20% dos participantes como a questão mais preocupante, e ultrapassou a economia, que caiu para a terceira posição, com 11% dos votos, no ranking dos assuntos que mais afligem os habitantes do país.
Antes disso, em setembro, outro amplo levantamento realizado por esse mesmo instituto de pesquisa teve 22% das pessoas ouvidas elegendo a segurança pública como o tema mais preocupante. Em meio a esse panorama de temor permanente com a violência, o avanço da tecnologia é um aliado fundamental no combate aos criminosos e a busca por dispositivos que reforcem os sistemas de proteção vem aumentando. Em 2024, o faturamento médio do mercado de segurança eletrônica foi de R$ 14 bilhões no território nacional, um aumento de 16,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). (foto/divulgação)

