Eletrônica e Informática

CPFL registra aumento de 60% no número de fraudes e furtos na rede elétrica de Campinas

A CPFL Paulista, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende 4,38 milhões de clientes em 234 municípios no estado de São Paulo, intensificou a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em Campinas. Em 2017 ante 2016, a concessionária registrou um crescimento de 60,2% no número de fraudes e furtos de energia, passando de 8,74 mil para 14,008 mil casos.

O resultado é fruto da maior assertividade do trabalho desenvolvido pela diretoria Comercial do Grupo, que vem adotando novas tecnologias e aplicando mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise. Ao aplicar mais inteligência e tecnologia em seus processos, a companhia ampliou em 70,6% o número de inspeções na cidade. Em 2016, foram executadas 29,219 mil inspeções em clientes residenciais, comerciais e industriais em Campinas. Em 2017, o número aumentou para 49,862 mil.

Ao longo dos últimos 12 meses de 2017, a CPFL Paulista conseguiu recuperar um volume de 33,6 mil MWh de energia furtada, número que seria suficiente para abastecer 18,6 mil famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano ou uma cidade como Pedreira, na Região Metropolitana de Campinas.

O volume de energia recuperado pela CPFL Paulista em 2017 representa crescimento de 60,2% na comparação com os resultados alcançados em 2016. Na ocasião, o volume recuperado totalizou 20,9 mil MWh, suficiente para abastecer 11,6 mil residências.

Segundo o diretor Comercial da CPFL Energia, Roberto Sartori, o aumento da inteligência no monitoramento tem sido um grande aliado na identificação das fraudes e furtos de energia nas redes da distribuidora. “As inspeções em Campinas aumentaram significativamente e o aumento das irregularidades também. A integração com os órgãos públicos e autoridades policiais têm sido fundamentais nessas operações que visam o combate às ligações clandestinas”, afirma Sartori.

CRIME – As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Além disso, para os fraudadores também são cobrados os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa. As distribuidoras do Grupo CPFL, que atuam em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, têm atuado em parceria com o poder público para coibir estas práticas.

Além de crime, as irregularidades contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. Isso ocorre porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece nas chamadas “perdas comerciais”, como são denominados os furtos e as fraudes no jargão do setor elétrico, uma parcela do prejuízo da distribuidora com o valor da energia furtada e dos custos para identificar e coibir as irregularidades.

Outra consequência negativa dos furtos e fraudes de energia é a piora na qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento de energia. A regularização destes clientes traz cidadania para essa parcela da população e beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.

Consumidores que adotam esta prática, popularmente conhecida como “gato”, também estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.

A fraude e furto de energia também tem um impacto social significativo, uma vez que não há arrecadação de impostos sobre a parcela de energia furtada. Isso diminuiu a disponibilidade de recursos do poder público para investimentos em saúde, segurança e educação.

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