Eletrônica e Informática

Cresce o interesse por geração de energia solar distribuída

A crise energética global tem pressionado países a repensarem suas formas de produzir e consumir energia. No Brasil, esse movimento ganha força à medida que as tensões no Oriente Médio levantam dúvidas sobre a segurança do abastecimento mundial e seus impactos na economia.

 

Diante desse contexto, a energia solar deixa de ser apenas uma alternativa sustentável e passa a ocupar um papel estratégico para empresas e consumidores que buscam reduzir custos e ganhar previsibilidade.

 

Esse movimento já aparece no dia a dia do setor. A Evolve Energia Solar, com sede em Olímpia (SP), registrou um aumento relevante na procura por projetos, especialmente entre clientes que querem maior controle sobre seus gastos com energia e menos dependência das concessionárias.

 

Segundo o CEO da empresa, Gabriel Ferrari, a mudança de comportamento é clara. “Percebemos um aumento no interesse e, principalmente, no senso de urgência. O cliente não quer mais esperar para investir”, afirma.

 

Hoje, cerca de 80% da demanda vem de pessoas físicas. Ainda assim, a expectativa é que o mercado empresarial ganhe mais espaço no curto prazo. “Para as empresas, a conta de energia impacta diretamente a competitividade. Por isso, a tendência é que esse público acelere a adoção de soluções próprias de geração”, explica.

 

Mesmo com uma eventual redução das tensões geopolíticas, a avaliação é de que esse novo comportamento deve continuar. “A energia solar deixou de ser vista apenas como uma escolha ambiental. Hoje, ela é uma decisão econômica e estratégica”, diz o executivo.

 

Ele compara esse movimento ao avanço da eletrificação no setor automotivo, com o crescimento da aceitação de veículos elétricos no país. “O consumidor está mais atento a economia, previsibilidade e segurança energética. Isso não deve mudar.”

 

Os dados reforçam esse cenário. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta a expansão de 9,1 GW na matriz brasileira em 2026. A Absolar estima mais de R$ 31 bilhões em novos investimentos, enquanto, apenas no primeiro trimestre deste ano, a matriz elétrica cresceu 2,4 GW. Em março, 25 novas usinas solares entraram em operação, somando mais de 1,1 GW de capacidade instalada.

 

Apesar do crescimento, o mercado também se torna mais exigente. Financiamento, homologação, pós-venda e qualidade técnica passaram a ser fatores decisivos. “O setor segue aquecido, mas está mais competitivo e profissional”, resume Ferrari.

 

Para acompanhar esse avanço, a Evolve decidiu acelerar seus planos de crescimento. A empresa prepara novos investimentos voltados à ampliação da estrutura comercial, melhoria no atendimento, fortalecimento de parcerias financeiras e aumento da capacidade técnica, especialmente em engenharia e homologação.

 

Também fazem parte da estratégia soluções ligadas a armazenamento de energia, sistemas híbridos e tecnologias que aumentam a previsibilidade do consumo.

 

Atualmente, a rede conta com 12 unidades no país e projeta chegar a 22 até o fim de 2026, com expansão baseada no modelo de franquias.

 

Segundo a empresa, o formato combina baixo investimento inicial com uma demanda crescente por soluções energéticas. “Crescemos com responsabilidade, mantendo foco no resultado do cliente e na estrutura do negócio”, finaliza o CEO. (foto/divulgação)

 

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