Eletrônica e Informática

Dados de 500 milhões de usuários do LinkedIn estão sendo comercializados em fóruns de hacking

A Eset, empresa que atua na área de cibersegurança, alerta para a comercialização de dados de 500 milhões de usuários do LinkedIn em fóruns de hacking, de forma similar ao que aconteceu dias atrás com o caso do Facebook e a divulgação de dados pessoais de mais de 533 milhões de usuários.

As informações passaram a ser oferecidas por meio de quatro arquivos e incluem nomes completos, sexo, endereço de e-mail, telefone, dados sobre o local de trabalho e descrição profissional, links para perfis do LinkedIn e também para outras redes sociais das vítimas.

Um arquivo de amostra está sendo oferecido em troca de US$ 2 em créditos dentro do fórum. Esta amostra contém os dados de dois milhões de usuários, mas aparentemente, para obter a informação completa, o preço mínimo excede US$ 1 mil. Embora o criminoso que comercializa os dados afirme que eles foram extraídos do LinkedIn, não se sabe se os dados estão atualizados ou não, ou se foram obtidos a partir de brechas anteriores sofridas pela rede social.

“Como dissemos esta semana, quando os dados do Facebook foram divulgados, essas informações podem ser usadas por agentes mal-intencionados para realizar ataques de engenharia social. Por exemplo, e-mails de phishing personalizados que incluem dados específicos da vítima potencial para convencê-la de que é algo legítimo, para se fazer passar pela vítima e tentar enganar seus contatos criando contas clonadas. Nesse sentido, utilizando os números de telefone, também podiam enviar mensagens SMS, comunicar-se via WhatsApp ou realizar golpes telefônicos”, explica Josep Albors, especialista da Eset.

 

CASO ANTIGO – O uso do LinkedIn por criminosos para contatar suas vítimas não é novo. No ano passado, a Eset alertou sobre como outros grupos de espionagem lançaram ataques a empresas militares e aeroespaciais usando engenharia social via LinkedIn.

“Esse tipo de informação pode ser valiosa para diferentes perfis de criminosos, alguns mais sofisticados, mas principalmente para golpistas. O uso de senhas exclusivas para cada conta, o duplo fator de autenticação e um bom software de segurança ajudará a protegê-lo. E, se você não consegue se lembrar de senhas ou criar senhas exclusivas e complexas, um gerenciador de senhas pode ser útil”, adiciona Tony Anscombe, chefe de segurança da Eset.

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