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Diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil continua a aumentar

A diferença salarial entre os gêneros feminino e masculino continua a aumentar. É o que revela o relatório “People at work 2023: a global workforce view”, do ADP Research Institute. Na prática, os aumentos salariais que as mulheres afirmam ter recebido no ano passado não acompanharam os dos homens e a situação deve se repetir em 2023.

O levantamento aponta que, no Brasil, os homens afirmam ter recebido aumentos salariais de 6,9% em 2022, enquanto as mulheres dizem ter recebido 6,6%. Nos próximos 12 meses, tanto os homens quanto as mulheres esperam um aumento salarial de 10%.

Na média global, os aumentos salariais foram de 6,7% para os homens, em comparação com apenas 6% para as mulheres. Para o próximo ano, os homens esperam ver seus salários aumentar 8,5%, enquanto as mulheres preveem aumentos salariais de apenas 8%. O levantamento ouviu cerca de 32 mil trabalhadores em 17 países, sendo mais de 5 mil na América Latina.

Apesar dos maiores aumentos salariais concedidos aos homens no ano passado, eles são mais propensos do que as mulheres a sentir que estão sendo mal remunerados: 46% afirmam isso, em comparação com 42% de suas colegas.

ETARISMO – O etarismo também é tratado na pesquisa. Trabalhadores mais jovens e mais velhos também acreditam que serão negligenciados pelos empregadores no aumento salarial e distribuição de bônus no próximo ano. Segundo a pesquisa, apenas metade (50%) do grupo etário da Geração Z (18 a 24 anos) espera receber um aumento salarial em sua empresa atual nos próximos 12 meses, assim como aqueles com idade igual ou superior a 55 anos (49%), enquanto cerca de dois terços de todas as outras faixas etárias antecipam um aumento salarial.

Da mesma forma, apenas um terço (33%) da Geração Z e menos de três em cada dez (27%), entre os que estão se aproximando da idade de aposentadoria, acreditam que estão elegíveis para um bônus, em comparação com cerca de dois em cada cinco de seus colegas de trabalho.

O ADP Research Institute entrevistou 32.612 trabalhadores em 17 países ao redor do mundo entre 28 de outubro e 18 de novembro de 2022: 7.721 na Ásia-Pacífico (Austrália, China, Índia e Cingapura);15.290 na Europa (França, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Suíça e Reino Unido); 5.751 na América Latina (Argentina, Brasil e Chile); e 3.850 na América do Norte (Estados Unidos e Canadá).

Dentro da amostra, foram identificados trabalhadores temporários e permanentes, além de mais de 8.613 pessoas trabalhando exclusivamente na economia gig. Os temporários são aqueles que trabalham de forma contingencial, temporária ou sazonal ou como freelancer, contratado independente, consultor, trabalhador temporário ou usam uma plataforma on-line para obter trabalho. Empregados permanentes foram identificados como aqueles que não estão trabalhando na economia gig e, em vez disso, têm um cargo fixo seja em período integral ou meio período.

A pesquisa foi realizada on-line no idioma local. Os resultados gerais são ponderados para representar o tamanho da população trabalhadora de cada país. As ponderações são baseadas em dados da força de trabalho do Banco Mundial, que são derivados de informações do Iostat, o banco de dados central de estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a partir de 8 de fevereiro de 2022.

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