Eletrônica e Informática

Empresário do setor eletroeletrônico segue confiante, mas com otimismo mais moderado

No mês de novembro de 2021, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do Setor Eletroeletrônico, conforme dados da CNI agregados pela Abinee, recuou 2 pontos em relação a outubro, atingindo 53,8 pontos – foi o terceiro recuo seguido. Apesar das quedas consecutivas, o Icei da indústria eletroeletrônica permanece acima da linha divisória dos 50 pontos por 16 meses seguidos, demonstrando que o empresário industrial do setor continua confiante, porém com otimismo mais moderado. O Icei varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos mostram confiança do empresário industrial e abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

O resultado apontado em novembro de 2021 ficou 9,1 pontos abaixo do verificado em novembro do ano passado, que estava em 62,9 pontos. É necessário frisar que partir de agosto do ano passado, não se pode mais considerar os meses subsequentes de 2020 como uma base fraca de comparação, visto que o Icei já havia começado a se recuperar, com resultados bem melhores do que os verificados em abril e maio de 2020, meses que sofreram os maiores impactos da pandemia de Covid-19.

A redução do Icei do setor no mês de novembro de 2021 foi influenciada, principalmente, pela queda de 4 pontos na confiança do empresário da área eletrônica, que passou de 55,4 para 51,4 pontos. Na área elétrica, a retração foi mais modesta (-0,2 ponto), passando de 56,2 para 56 pontos. As dificuldades decorrentes da falta de componentes eletrônicos, principalmente de semicondutores, e matérias-primas no mercado e a consequente alta de preços vêm reduzindo a confiança do empresário do setor.

O Icei é composto pelo índice de condições atuais e pelo índice de expectativas. No mês de novembro foram observadas quedas nos dois indicadores. O índice de condições atuais retraiu 1,6 ponto, recuando de 49 para 47,4 pontos. Destaca-se que este foi o segundo mês seguido em que este índice permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos. Isso não acontecia desde junho deste ano. Entre os meses de março e maio de 2021, o índice de condições atuais também ficou abaixo da linha dos 50 pontos em função da segunda onda da pandemia no país.

Entretanto, o índice de expectativas permaneceu acima dessa linha divisória, mesmo com a queda de 2,3 pontos apontada, passando de 59,3 para 57 pontos. Esses resultados mostram que os empresários estão preocupados com a situação de momento da economia, mas mesmo assim continuam confiantes para os próximos meses, porém, com otimismo mais moderado.

O Icei da indústria geral recuou 1,8 ponto no mês de novembro de 2021, em relação ao mês imediatamente anterior, passando de 57,8 para 56 pontos. Assim como ocorreu com o setor eletroeletrônico, a confiança do empresário da indústria geral apontou a terceira queda consecutiva.

Neste caso, o índice de condições atuais recuou 1,8 ponto, recuando de 51,5 para 49,7 pontos. Com isso, esse indicador ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos pela primeira vez desde maio deste ano, período afetado pela segunda onda da pandemia no país. O índice de expectativas também diminuiu 1,8 ponto, porém permaneceu acima dos 50 pontos, atingindo 59,1 pontos.

EMPREGOS – O número de empregados da indústria eletroeletrônica cresce pelo décimo mês seguido. Conforme dados do Novo Caged houve aumento de 554 postos de trabalho no mês de outubro de 2021 em relação a setembro totalizando 266,6 mil funcionários. Este incremento representa o saldo, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos. Esses dados já foram calculados com base na nova metodologia de consolidação do Novo Caged, que foi atualizada a partir dessa divulgação.

Esta foi a décima elevação consecutiva deste ano, acumulando incremento de 19,3 mil vagas de trabalho ao comparar com dezembro do ano anterior (247,3 mil). Com exceção do mês de dezembro de 2020, o nível de emprego da indústria eletroeletrônica vem aumentando desde junho do ano passado. O saldo positivo no nível de emprego do setor apontado no mês de outubro foi resultado das admissões de 9,4 mil empregados e de desligamentos de 8,8 mil trabalhadores.

 

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