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Entidades ligadas ao setor automotivo e de biocombustíveis criam plano estratégico para mobilidade sustentável

A COP 26, em Glasgow, na Escócia, começa no próximo dia 31 outubro e se estende até 12 de novembro. Na Conferência, políticas de redução de emissões coletivamente, rumo à descarbonização vão ser discutidas e compromissos serão reafirmados. O setor automotivo desempenha papel vital para a mobilidade de baixo carbono.  No Brasil, entidades dos setores automotivo e de biocombustíveis se uniram para a construção de um plano estratégico para promoção da Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC) no Brasil.

O movimento MSBC, apresentado no dia 27 de outubro, é destinado a promover cooperação multidisciplinar sobre temas relacionados à descarbonização da mobilidade, contribuindo para as discussões sobre políticas públicas que envolvam tecnologias de baixo carbono, entre elas a hibridização e a célula de combustível que usem fontes sustentáveis de energia, estimulando o desenvolvimento econômico equilibrado e socialmente inclusivo.

Essa cooperação visa contemplar as rotas tecnológicas de forma ampla, sem exclusão de nenhuma, complementando as linhas de eletrificação a bateria e outros caminhos rumo à descarbonização. O objetivo é contribuir com as autoridades e entidades governamentais na construção de um plano estratégico para a ampliação da utilização dos biocombustíveis no Brasil, bem como estimular P&D no país, gerar empregos e combater o aquecimento global por meio de novas tecnologias ambientalmente sustentáveis.

Para tal, o MSBC tem entre suas metas estimular a convergência entre os diversos e importantes programas e iniciativas governamentais, como Rota 2030, Proconve, RenovaBio Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil desenvolva soluções genuínas seguindo seus diferenciais energéticos, com potencial para atrair a atenção de outros países.

De forma palpável, sugere como medida fundamental uma visão mais abrangente sobre os impactos do setor automotivo no meio ambiente. Para isso, recomenda nova metodologia de cálculo que englobe as emissões de CO2 e geradas desde o “Poço (ou plantação) até a Roda”, ou seja, da produção dos combustíveis até a emissão pelo escapamento dos veículos (hoje só a última parte – que é a emissão do veículo – é considerada).

Esse ponto está em sintonia com o Programa Combustível do Futuro, criado recentemente pelo Conselho Nacional de Política Energética, cuja meta é induzir planejamento de longo prazo para o setor de biocombustíveis, com ênfase na vocação brasileira para a produção sustentável de bioenergia e combustíveis renováveis. A utilização de biocombustíveis está evoluindo em países que almejam criar uma opção sustentável e de complementariedade à eletrificação. A Índia é o exemplo mais recente e colocou o etanol como uma das principais prioridades do século 21. O país, um dos mais populosos do mundo, criou um plano para que, ainda na metade da década, aumente fortemente a utilização do biocombustível, abrindo espaço para a utilização de motorização flexfuel no mercado indiano.

Se comprometeram a assinar o Protocolo de Intenções do MSBC entidades como a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea); a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica); o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) e a Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE Brasil).

Além disso, já há contatos avançados com o setor acadêmico, que será parte fundamental e já vem demonstrando interesse em parcerias para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias como célula de combustível a etanol, hibridização com biocombustível, etanol de segunda geração etc.

O MSBC também será assessorado por diversos profissionais já reconhecidos em suas áreas de atuação que aderiram ao grupo de trabalho por compartilhar de seus objetivos.

 

 

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