Fispal apresenta soluções acessíveis para transformar pequenos negócios

Em parceria com o Instituto de Embalagens, a Jornada da Pequena Indústria foi ampliada este ano na Fispal Tecnologia, gerando mais oportunidade para os empresários conhecerem soluções inovadoras e acessíveis que podem transformar seus negócios. A Jornada é uma iniciativa para impulsionar micro e pequenas indústrias de alimentos e bebidas, com foco em inovação, eficiência e competitividade.
Com mais de duas décadas de participação na feira, a MCPack é uma das empresas que fazem parte da Jornada. Dentre as soluções inovadoras que a companhia traz para o mercado, estão os dosadores de nitrogênio, fundamentais para o setor de bebidas – equipamentos que permitem pressurizar embalagens, reduzir a gramatura de PET e eliminar o oxigênio, prevenindo a oxidação dos produtos. Já o dosador de aromas vem ganhando espaço no mercado de água mineral, pois simplifica o processo de produção ao substituir grandes xaroparias por sistemas mais compactos e com limpeza CIP (Cleaning in Place) mais rápida e eficiente.
A empresa também desenvolve uma linha de inspetores voltados ao controle de qualidade, capazes de identificar falhas como nível incorreto de preenchimento, problemas de rotulagem e codificação nas embalagens. As soluções da MCPack atendem desde grandes indústrias até pequenos empreendedores. Um exemplo disso são as linhas de envase de latas mais artesanais, ideais para produções menores, como no mercado de cerveja artesanal e em outros segmentos que demandam menor escala de produção.
“A Fispal representa o nosso evento mais importante do ano. Nesta edição, realizamos um investimento significativo e trouxemos um estande diferenciado. Aqui, encontramos nossos principais clientes dos setores de bebidas, alimentos e, em menor escala, de limpeza e higiene. É crucial nossa presença aqui para estreitar laços com clientes, reforçar nossa posição no mercado, prospectar novas parcerias e apresentar todo o nosso portfólio de soluções. A feira oferece uma excelente oportunidade para conhecer as últimas tendências, exibir nossas inovações, recepcionar clientes e, claro, fechar novos negócios”, afirma Raphael Mello, marketing da MCPack.
Em sua segunda participação no evento, a Smigroup destaca inovações que promovem eficiência energética e sustentabilidade para microempreendedores. Em parceria com a DOW Pack Studios, a empresa apresenta máquinas com funcionalidade aprimorada, que aceleram a produção e reduzem o consumo de matéria-prima. Adicionalmente, a Smigroup orgulha-se de sua matriz ter pegada de carbono zero.
“A Fispal é a nossa principal vitrine no Brasil, até mais do que o digital. Embora o digital esteja crescendo, a Fispal ainda é o nosso ponto de contato mais forte com o mercado, especialmente com os empresários. Participar do evento tem um impacto enorme, temos cerca de 7.000 clientes no Brasil, e muitos deles estão aqui. Além disso, atendemos também pequenos empresários, com vários produtos voltados para a pequena e média indústria. Estamos falando de cerca de 180 mil pequenas indústrias no país, um público difícil de alcançar apenas pelos canais digitais. Aqui, eles têm a chance de ver de perto as máquinas, interagir, tirar dúvidas, porque ver uma máquina na tela é completamente diferente de vê-la funcionando ao vivo. E é isso que torna a Fispal tão especial”, pontua Cristiano Pieroni, head de Marketing da Smigroup.
Já a Indumak apresenta ao público uma empacotadora com um custo mais acessível e com condições de pagamento facilitadas. De acordo com a empresa, é necessário apoiar o micro e pequeno empresário no processo de aquisição de equipamentos, principalmente no cenário atual em que o juro está alto.
“A Fispal tem um papel estratégico no nosso calendário. Por acontecer no meio do ano, ela nos dá um indicativo importante sobre o desempenho dos negócios, as perspectivas para o segundo semestre e até as projeções para o ano seguinte. É uma feira essencial para nós, um ponto de encontro com clientes, empresas parceiras e até com outros fabricantes de maquinário. A Fispal reúne muitos atributos que, para nós, têm grande valor”, afirma Gelson Schmidt, diretor Comercial da Indumak.
Ainda segundo Schmidt, o micro e pequeno empreendedor, mesmo começando com recursos mais limitados, pode fazer escolhas muito estratégicas nesse início, principalmente na seleção de equipamentos. Nosso objetivo é crescer junto com esses empreendedores. Queremos estar presentes desde o começo da jornada, oferecendo soluções acessíveis, e seguir acompanhando essa trajetória de crescimento – até que, no futuro, esse cliente esteja pronto para investir também em equipamentos de maior performance dentro da nossa linha”, diz o executivo.
A programação da Jornada da Pequena Indústria inclui palestras e um tour guiado pelos estandes de expositores com tecnologias e equipamentos voltados às necessidades das micro e pequenas empresas, com foco na viabilidade econômica. Os tours acontecem até o dia 27 de junho, sempre a partir das 15h. Para facilitar a visita, os estandes participantes estão sinalizados no mapa de bolso e na comunicação visual do evento.
FISPAL WOMEN CONNECTED – Durante a terceira edição do Fispal Women Connected, realizado na Fispal Tecnologia, na manhã do dia 25 de junho, no São Paulo Expo, lideranças femininas de diferentes áreas se reuniram para debater “O poder do full inclusion na indústria: como gerar inovação e resultados”. Com mediação de Adriana Ferreira, vice-presidente de Recursos Humanos da Informa Markets Latam, o encontro abordou com franqueza os desafios, os avanços e, sobretudo, o impacto real da diversidade nas estratégias corporativas.
Participaram do painel três mulheres em posições de destaque: Rose Graffin, CEO global da Serac Holding; Vanessa Giangiacomo, head de Marketing das marcas YoPRO e Silk, da Danone; e Mariana Malagutti, diretora de Gente & Gestão, Segurança Alimentar e ESG da companhia. Unidas por trajetórias potentes, elas trouxeram perspectivas complementares sobre o papel da inclusão plena – o full inclusion – no fortalecimento da cultura empresarial e nos resultados tangíveis das organizações.
Para Rose Graffin, o conceito de inclusão precisa ir além do protocolo e da estética. “A full inclusão é dar a ela o poder de se sentir incluída”, afirmou. “Eu incluo as pessoas nas decisões, eu não tomo por elas.” Sua fala, marcada por um tom direto e experiências vividas em diferentes partes do mundo, reforçou a importância da escuta ativa e da coautoria nos processos. “Os nossos embaixadores trazem para nós problemas e ideias. É assim que a inovação se alimenta”, disse.
CEO de uma holding com presença global, Rose também compartilhou episódios de resistência enfrentados ao assumir postos de liderança. “Houve homens que disseram que não trabalhariam sob o meu comando. Isso ainda acontece”, relatou. Mas foi categórica: “Se você não se sente à vontade para trabalhar comigo, pode ir embora”, disse, antes de demitir quatro homens em cargos de liderança.
Ela contou que sua empresa revisitou os próprios valores recentemente, em um processo que incluiu a elaboração de um livro interno para ajudar os times a se capacitarem e interagirem melhor com diferentes perfis. “Eu acho que incluir é capacitar. Dar o direito de a pessoa entender o outro. Celebramos a diversidade porque ela é parte de quem somos.”
Vanessa Giangiacomo também desfez qualquer ideia de que a diversidade seja um gesto de benevolência empresarial. “Ninguém está fazendo caridade. Inclusão dá resultado. É estratégia”, afirmou. Segundo ela, mais de 70% da força de trabalho do grupo Danone, incluindo cargos de liderança, é composta por mulheres. “E isso não foi por acaso.”
Com passagens por startups de tecnologia, Vanessa lembrou os desafios enfrentados por lideranças femininas ao tentar implementar culturas mais abertas: “Nem toda empresa está pronta. Muitas não têm tempo para se preparar. As pessoas não vêm do mesmo lugar. A meritocracia não existe.” Para ela, o caminho passa por educação e sistemas de avaliação mais justos, com foco em formação e não apenas em performance. Vanessa encerrou sua fala com um apelo direto: “As mulheres precisam ser tudo que elas podem ser. Não aceitem menos.”
POLÍTICAS SOCIAIS – Trazendo números contundentes para o debate, Mariana Malagutti apresentou uma visão baseada em dados e políticas públicas. “Um time diverso é 34% mais rentável do que um não diverso. E, mesmo assim, só 6% das CEOs são mulheres. As empresas que têm mulheres na presidência são mais rentáveis. Isso é fato”, disse.
Ao relacionar inclusão empresarial com políticas sociais, Mariana destacou a necessidade de olhar para os obstáculos concretos enfrentados por mulheres em todas as camadas sociais. “Hoje, apenas 22% dos cargos na política são ocupados por mulheres. Isso impacta decisões importantes, como creche, transporte público em horários flexíveis e segurança em qualquer hora. São políticas fundamentais para que mais mulheres possam estar no mercado.”
Ela também abordou a insegurança e o medo que muitas mulheres sentem ao considerar dar o primeiro passo em direção à liderança. “Existe uma dificuldade real em se ver naquele lugar. Por isso, precisamos preencher esses espaços. Mulheres precisam estar onde as decisões são tomadas.” Sua fala final foi um chamado à resiliência: “Não desanimem. Sigam firmes. Estamos evoluindo.”
O painel foi marcado ainda pela participação ativa do público, totalmente formado por mulheres. Em uma das interações mais comentadas, uma participante destacou que “as mulheres, além de se capacitarem, ainda são cobradas a provar que merecem estar ali”, enquanto os homens, muitas vezes, “já chegam com autoconfiança e autoridade presumida.” Essa observação foi recebida com aplausos pela plateia e repercutiu entre as painelistas como um lembrete de que a inclusão, para ser plena, precisa atacar não só as estruturas, mas também as narrativas que se perpetuam no cotidiano corporativo.
O painel ofereceu diferentes definições do conceito de full inclusion, todas com algo em comum: dar às pessoas as ferramentas, o reconhecimento e o espaço para contribuírem de forma autêntica e sustentável. Trata-se, como disse Rose Graffin, de “rever a razão de existir de uma empresa.” É entender que, hoje, especialmente com as novas gerações – como os millennials -, não basta contratar: é preciso coexistir, respeitar, empoderar.
Num setor tradicional como o de alimentos e bebidas, a pauta da diversidade não apenas rompe paradigmas, mas também aponta para um futuro em que a equidade deixa de ser exceção – e se torna regra.
O painel “Conexões que transformam e impulsionam os negócios” também teve destaque na programação do Fispal Women Connected, e trouxe ao centro do debate uma história real e inspiradora de parceria entre duas mulheres em cargos de liderança e, com elas, duas empresas que decidiram apostar na colaboração como estratégia de crescimento. Camila Vila Verdei, gerente de Marketing da Ball, e Sandra I. Franzotti Gubolino, gerente de Marketing da Poty Cia de Bebidas, dividiram com o público os bastidores de uma conexão que começou com empatia e se transformou em inovação concreta. A conversa foi conduzida por Suane Lemke, coordenadora de conteúdo Latam da Informa Markets.
“Minha história começou quando eu assumi a Ball e a Sandra assumiu a Poty, apostando em ter um marketing muito forte”, contou Camila, logo no início. O que poderia ter sido apenas um encontro casual entre duas executivas do setor tornou-se uma aliança profissional sólida e bem-sucedida. “Tivemos uma conexão instantânea. Vimos que tínhamos muitos dos mesmos desafios e começamos a nos ajudar”, relembrou. Para ela, a empatia foi a chave do processo. “Apostem nas amizades femininas, o que realmente faz diferença. A chave é a empatia.”
Essa conexão de valores e propósitos logo ultrapassou o campo das ideias e resultou em uma das colaborações mais simbólicas da indústria nos últimos tempos: o desenvolvimento da Água Levity, um produto lançado pela Poty com tecnologia e embalagem fornecida pela Ball. A parceria chamou a atenção não apenas pela inovação, mas também por envolver duas empresas de perfis distintos que souberam somar competências.
A Ball Corporation é uma multinacional de origem norte-americana, especializada na fabricação de embalagens sustentáveis, especialmente latas de alumínio. Com presença global, é uma das maiores fornecedoras de latas do mundo, atuando em diversos mercados e fornecendo embalagens para grandes marcas de bebidas e alimentos. Já a Poty Cia de Bebidas é uma empresa brasileira, de origem familiar, com sede no interior de São Paulo, que produz refrigerantes, sucos, energéticos e outras bebidas voltadas principalmente ao mercado nacional.
“Foi um desafio lançar esse produto. Uma inovação para as duas empresas”, relatou Sandra. “Por que apostar na lata? Porque é um material sustentável.” O projeto ganhou ainda mais força ao conquistar o selo ASI de sustentabilidade, iniciativa global que reconhece práticas responsáveis ao longo da cadeia do alumínio. “Esse selo repercutiu muito. Mostrou que o consumidor está atento, e que fazer escolhas conscientes importa”, disse Sandra.
Mais do que um lançamento bem-sucedido, o projeto simboliza a força de um novo modelo de parceria: ao invés de disputas e concorrência cega, cooperação entre empresas que compartilham valores e objetivos estratégicos, mesmo tendo naturezas, histórias e tamanhos diferentes. “As duas se apoiam e se ajudam”, resumiu Sandra, lembrando que a jornada só foi possível porque havia confiança, troca verdadeira e abertura para construir juntas. Camila completou: “O projeto nasceu da conexão entre duas mulheres em cargos de liderança que entenderam que podiam fazer mais – e melhor – juntas.”
A parceria também ajudou as empresas a enfrentar desafios mais amplos do setor. Um dos exemplos mencionados foi a reformulação do energético Push, da Poty. O diálogo entre os times de marketing, viabilizado por essa relação de proximidade entre Sandra e Camila, permitiu repensar a abordagem, olhar para o produto com outros olhos e explorar novos caminhos. Outro ponto alto foi a campanha dos 50 anos da Poty, celebrada em Barretos, onde a empresa fez questão de valorizar a cultura local e homenagear os peões da cidade. Para Sandra, esse foi mais um momento em que a marca soube alinhar propósito, identidade e afeto. “A gente precisa se comunicar com verdade, entendendo o nosso território.”
Ao final do painel, a mediadora Suane Lemke destacou que a história das duas executivas é um exemplo claro de como conexões femininas verdadeiras podem não só transformar o ambiente de trabalho, mas também gerar impacto direto nos negócios. Mais do que um case de marketing, a parceria entre Ball e Poty mostrou que empatia, colaboração e confiança são ingredientes essenciais para a inovação. E apostar nas relações humanas, inclusive entre empresas, pode ser um diferencial competitivo e tanto.
AUTOMAÇÃO BASEADA EM PC – Durante o Congresso Fispal Tec 2025, o painel “Tendências da automação para transformar a indústria de alimentos e bebidas” ofereceu ao público uma imersão nos avanços da tecnologia de controle industrial conduzida por Marcos Giorjiani, managing director da Beckhoff Automation no Brasil. Em uma apresentação técnica e ao mesmo tempo estratégica, Giorjiani explicou como a evolução da microeletrônica, especialmente no que diz respeito aos processadores e à capacidade computacional dos PCs industriais, está revolucionando a forma como as empresas do setor operam, integram processos e geram valor.
O ponto de partida da apresentação foi a clássica Lei de Moore, enunciada na década de 1960, segundo a qual o número de transistores em um chip dobra aproximadamente a cada dois anos. Segundo Giorjiani, esse princípio – embora revisto em seus prazos – continua norteando o ritmo de crescimento da capacidade de processamento e influencia diretamente o setor de automação industrial. “Hoje, a capacidade computacional dos PCs industriais supera em muito o que era possível há dez ou quinze anos. Isso abre espaço para integrar diversas funções em uma única plataforma: controle, supervisão, HMI, coleta de dados e até inteligência artificial em tempo real”, afirmou.
Essa transformação é particularmente relevante para a indústria de alimentos e bebidas, caracterizada por altos volumes de produção, necessidade de rastreabilidade, exigências sanitárias rígidas e busca constante por eficiência energética e flexibilidade. Para Giorjiani, o momento atual marca a consolidação de uma virada tecnológica: a substituição dos tradicionais CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) por sistemas abertos baseados em PCs e softwares de controle em tempo real. “A automação deixa de ser apenas um conjunto de caixas pretas com funções fixas e passa a ser uma plataforma viva, programável, expansível e integrada com o mundo digital.”
Ele ressaltou que esse avanço só foi possível graças ao desenvolvimento da microeletrônica, que permitiu não apenas o aumento de desempenho, mas também a miniaturização dos sistemas e a redução de custos. De acordo com Giorjiani, a evolução dos processadores e das arquiteturas computacionais cria um novo paradigma para o chão de fábrica, em que o controle de movimento, a visão artificial, os sistemas de segurança e a conectividade de dados coexistem no mesmo ambiente com altíssima precisão e confiabilidade.
Durante o painel, Giorjiani destacou que o futuro da automação industrial estará cada vez mais conectado com as dinâmicas da TI. “As fronteiras entre automação e tecnologia da informação estão desaparecendo. A fábrica do futuro – e já muitas do presente – é um sistema integrado onde dados, decisões e ações ocorrem de forma sincronizada e transparente”, explicou. Para a indústria de alimentos e bebidas, isso significa maior capacidade de adaptação a demandas de mercado, personalização em escala, economia de recursos e aumento da confiabilidade dos processos.
A Beckhoff, multinacional alemã que lidera esse movimento de automação baseada em PC, é um exemplo do impacto positivo dessa abordagem. De 1980 a 2023, a empresa passou de operações modestas para alcançar um faturamento global de 1,75 bilhões de euros, o que representa um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Esse avanço reflete a crescente demanda por soluções tecnológicas capazes de integrar hardware e software em sistemas mais enxutos, escaláveis e inteligentes.
No Brasil, a Beckhoff mantém operação própria desde 1º de outubro de 2006, com sede localizada em Santo André (SP) e escritórios regionais em Joinville (SC), Novo Hamburgo (RS), Vale do Paraíba, interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais. Essa estrutura permite um atendimento mais ágil e especializado às indústrias locais, oferecendo suporte técnico, consultoria e desenvolvimento de aplicações
O painel deixou claro que a automação, cada vez mais inteligente, flexível e centrada em software, não é apenas uma tendência, mas sim o novo alicerce sobre o qual a indústria de alimentos e bebidas vai construir sua próxima década.
Indústria Do Futuro – A Fispal Tecnologia 2025 reúne expositores internacionais que apresentam soluções inovadoras e reforçam o papel da tecnologia no avanço do setor de alimentos e bebidas. Entre as empresas estão a alemã Wipotec, especializada em equipamentos de controle de qualidade, e a norte-irlandesa Gonig, representante de fabricantes de tecnologia de ponta, como a conterrânea Snack Engineering.
Alberto Gómez, regional marketing manager para América do Sul, Sudeste Asiático, Austrália e Espanha da Wipotec, expôs equipamentos de última geração voltados ao controle de qualidade e segurança no final da linha de produção. “Estamos mostrando nossos equipamentos de controle de peso e inspeção por raios X, voltados para a segurança e a qualidade do produto em linhas de produção de alimentos”, afirmou.
Os principais sistemas exibidos são as pesadoras dinâmicas, que realizam controle de integridade conforme a configuração, e a tecnologia de inspeção por raios X, capaz de detectar metais, plásticos, pedras, ossos e vidro, superando a eficiência dos detectores de metais tradicionais. Gómez destacou um projeto recente, desenvolvido com a Coca-Cola América Latina, que utiliza códigos QR em garrafas PET recicladas para permitir a reutilização dessas embalagens até 25 vezes, contribuindo para a economia circular.
Sobre a relação comercial com o Brasil, Gómez destacou que a empresa está em fase inicial de penetração no mercado latino-americano. “A Fispal tem sido uma vitrine muito importante. No ano passado foi nossa primeira participação, este ano retornamos e a intenção é seguir com essa estratégia. Em pouco tempo conseguimos apresentar a empresa e nossas soluções a um grande número de potenciais clientes.”
Ana Crawford, do time de vendas da Gonig, explicou que a empresa atua em mercados como Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, México, Colômbia e Argentina, e agora inicia a expansão para a América Latina.
Entre as soluções apresentadas pela marca, que participa pela primeira vez do evento, destaca-se o sistema de recuperação de amido, voltado para indústrias de batata frita e congelados. A tecnologia separa o amido da água residual, permitindo a reciclagem da água para o processo produtivo e gerando um subproduto com até 60% de matéria seca, que pode ser vendido ou reutilizado. Segundo Crawford, a solução atende a legislações ambientais sobre poluição de afluentes e é especialmente relevante em regiões com escassez hídrica, como Iraque e Texas. Ela mencionou também um projeto na Suíça, onde a prefeitura condicionou a aprovação de uma fábrica à instalação de um sistema desse tipo.
Além do sistema de recuperação de amido, a Gonig apresentou equipamentos para a produção de snacks, como calhas vibratórias para aplicação de tempero, sistemas dosadores de alta precisão, cilindros aromatizadores, máquinas para corte e seleção de batatas por tamanho e sistemas para aplicação de líquidos e óleos em alimentos extrusados. Todos os equipamentos são fabricados em aço inoxidável e customizados conforme a necessidade do cliente. Outro diferencial informado foi a tecnologia de conectividade remota, que permite monitoramento e suporte técnico via aplicativo, possibilitando diagnóstico e envio rápido de peças de reposição diretamente da Irlanda do Norte.
A participação da Wipotec e da Gonig na Fispal Tecnologia evidencia o avanço da automação, do controle de qualidade e da sustentabilidade na indústria de alimentos e bebidas. Ambas as empresas apostam em parcerias estratégicas e na presença local para ampliar sua atuação na América Latina, mostrando que a combinação de tecnologia avançada e penetração regional é fundamental para a transformação do setor. (foto/divulgação)
___________________________
SERVIÇO:
Data: 24 a 27 de junho de 2025
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo (SP)
Horários: Terça a quinta-feira: 13h às 20h | Sexta-feira: 13h às 18h
Ingressos no site



