Eletrônica e Informática

Indústria automotiva global enfrenta falta de semicondutores

Montadoras de automóveis estão reduzindo a produção de veículos devido à falta de semicondutores no mercado global. Grandes empresas como Volkswagen, Toyota, Honda, Fiat e outras a reduziram ou mesmo paralisaram a produção de determinados modelos.

A falta de semicondutores que a indústria automobilística enfrenta se deve, em parte, às medidas tomadas pelas montadoras para reduzir os possíveis prejuízos causados pela pandemia da Covid-19.  Ainda no ano passado, fabricantes de automóveis cortaram os pedidos de chips antecipando a queda nas vendas. Ao mesmo tempo, os fabricantes de chips mudaram suas linhas de produção para atender à crescente demanda por chips utilizados em produtos eletrônicos, como laptops, consoles de games, smartphones, estações radiobase e outros que experimentaram forte aumento nas vendas.

Agora, a indústria automotiva vê a demanda sendo retomada, mas a indústria de semicondutores não tem como readequar as linhas de produção e nem aumentar a produção em curto prazo. A expectativa é que a oferta não se normalize até o final de 2021, porque se estima que os fabricantes de semicondutores demorem de seis a nove meses para realinhar a produção.

Desde a última década, a indústria automotiva vem se tornando cada vez mais dependente de eletrônicos, que são embarcados para tornar os automóveis mais atrativos. Hoje não é raro ter nos carros equipamentos como telas touch screen, conexão de celular e wi-fi, além de sistemas anticolisão que utilizam câmeras e outros sensores. Calcula-se, que novos automóveis tenham mais de uma centena de semicondutores e a falta de qualquer chip pode fazer a produção ser atrasada ou mesmo suspensa. Significa que os compradores de veículos talvez tenham de enfrentar filas para adquirir um novo modelo.

Matérias publicadas em janeiro informam que a Toyota Motor decidiu reduzir a produção de sua pickup Tundra, na planta de do Texas nos EUA; a Nissan Motor reportou o corte de produção do modelo Note em 5 mil unidades em janeiro e que pode  estender a medida em fevereiro; a Volkswagen já anunciou que pode suspender a produção de suas unidades de produção na China, América do Norte e Europa. A Honda decidiu reduzir a produção do subcompacto Fit em janeiro, na unidade Mie, no Japão. A Fiat Chrysler Automobiles suspendeu a produção de forma temporária nas plantas de Ontário, no Canadá, e no México. (Franco Tanio)

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