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Klabin avalia monitoramento de formigueiros por meio do uso de radares embarcados em drone

A Klabin está na fase final de avaliação de um projeto piloto que testa o monitoramento de formigueiros por meio do uso de radares embarcados em drone. A iniciativa é pioneira no mundo e tem como objetivo detectar ninhos de formigas cortadeiras, um dos principais grupos de insetos-praga do cultivo de florestas plantadas, durante as etapas de pré e pós-plantio, contribuindo para ampliação do monitoramento e maior eficiência de controle desta praga, favorecendo o desenvolvimento potencial das árvores.

A ação é fruto do trabalho conjunto da Klabin com a Radaz, empresa especializada em desenvolvimento de Radar de Sensoriamento Remoto, e com o estudante de doutorado em Engenharia Elétrica da Unicamp, Gian Carlos Oré Huacles, sob a orientação do prof. dr. Hugo Figueroa, e demais especialistas como, prof. dr. Alexandre dos Santos (IFMT), prof. dr. Ronald Zanetti (Ufla), profa. dra. Daniele Ukan (Unicentro) e Msc. Mariane Bueno Camargo, pesquisadora especialista da Klabin.

O projeto, que teve início na fase de pesquisa há cerca de dois anos, evoluindo para o teste piloto em campo em 2022, consiste em um radar embarcado em um drone não tripulado, que sobrevoa as plantações fazendo imagens do subsolo para, assim, identificar os formigueiros.

Bruno Afonso Magro, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal da Klabin, afirma que o acompanhamento de formigas cortadeiras é uma atividade constante em florestas plantadas, em especial pelo alto potencial de dano do inseto, que pode reduzir em mais de 15% do cultivo se não for controlado. “Normalmente, o monitoramento de formigueiros é feito por amostragem da área e com ação humana. A operacionalização desta atividade é um marco tecnológico que tem como principais diferenciais a capacidade de enxergar abaixo do solo, o que por si só já é um avanço muito relevante, e a maior agilidade e precisão para a visualização de toda a área cultivada, assim como a redução no uso de inseticidas em plantios”, explica.

O projeto piloto está sendo desenvolvido em áreas de plantio comercial da Klabin em Telêmaco Borba, no Paraná, por meio da utilização de radar de abertura sintética (SAR). Diferentes tipos de voos foram testados, considerando mudanças na posição do radar no drone para identificar o modelo mais assertivo. Foram identificados ninhos com até quatro metros de profundidade, o que indica o êxito da abordagem.

“O sistema SAR embarcado em drone percorreu trajetórias de voo lineares e helicoidais para o mapeamento de diferentes áreas de floresta de eucalipto. Obter informação tomográfica da subsuperfície é possível devido às trajetórias helicoidais, que permitem que o sistema SAR colete dados da área desejada o maior tempo possível, e aos sinais de baixa frequência, como a banda P, que é disponibilizado no sistema SAR empregado e tem um grande nível de penetração. Dessa forma, a informação obtida pelo sistema SAR foi processada usando técnica de aprendizado profundo orientado a imagens, atingindo uma taxa de detecção de formigueiros de 80% sem falsos alarmes”, explica Gian Carlos Oré Huacles, estudante de doutorado responsável pelo projeto.

Do ponto de vista técnico, Magro explica que o grau de sofisticação da iniciativa é extremamente relevante e inovadora para o setor florestal. “Este estudo demonstra a viabilidade do mapeamento com radar de abertura sintética (SAR) para realizar a detecção subterrânea de ninhos de formigas cortadeiras. Este é o primeiro registro mundial de um formigueiro no subsolo por meio desta tecnologia, o que representa um grande feito para a ciência”, pontua o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento Florestal da Klabin.

A Klabin possui uma das maiores produtividades florestais do mundo para os gêneros Eucalyptus e Pinus, com uma área cultivada superior a 273 mil hectares.

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