Metal Mecânica

Lepe se prepara para atender mercado mais favorável a partir de 2022-2023

A Lepe, especializada na fabricação de peças de ferro fundido cinzento, nodular e ligados, além de produtos com valor agregado como usinagem, pintura e montagem, acaba de completar 70 anos neste mês de julho. Em que pese de operar hoje com cerca de 50% de sua capacidade total de 1.500 toneladas mensais, a companhia mostra-se otimista.

Para Wilson de Francisco Júnior, diretor Comercial da Lepe, apesar de um clima positivo ter se reinstaurado pela aprovação em primeiro turno da Reforma da Previdência, não haverá tempo de reação a curto prazo do mercado. “Mas ainda assim, mesmo que o desempenho do primeiro semestre tenha ficado abaixo do que esperávamos, projetamos fechar 2019 com crescimento de 20%, continuaremos comemorando nos próximos meses, pois não é fácil uma empresa, no Brasil, chegar aos 70 anos”, afirma. “A aposta é que, só após a aprovação plena dessa reforma, seguida de outras medidas de reativação da economia e o início da reforma tributária, o mercado comece a responder de maneira mais significativa. A previsão é que somente em 2021 tenhamos números mais robustos na economia”, completa o executivo.

A empresa está preparada para o aumento da demanda, que espera acontecer a partir de 2022 ou 2023. A companhia já tem uma nova área fabril, em Guarulhos (SP), pronta para receber a unidade de usinagem que vai aumentar a capacidade interna dos atuais 1,5 milhão para 3,5 milhões de peças no ano. “E, em um universo de grandes e rápidas transformações, estamos avaliando também novos negócios e setores que despontam com muita atratividade e podem, no futuro, se transformarem em novas ramificações da companhia”, diz o diretor.

MEDIDAS DE AUSTERIDADE – Para atravessar o período de vacas magras, a Lepe vem desenvolvendo uma política de gerenciamento de situação de risco de mercado, reduzindo custos e buscando atender as novas necessidades dos clientes, além de trabalhar na abertura de outros mercados, principalmente no exterior, para manter seu ritmo de crescimento. Hoje, a indústria nacional absorve 95% das peças produzidos pela empresa, como os coletores, alavancas, suportes, polias, tampas, pedais, carcaças e volantes. O restante é direcionado para Estados Unidos, China, Tailândia e Argentina. A Alemanha, bem como Espanha e Inglaterra, são mercados em prospecção.
Além das medidas de controle de custos e a busca por novos mercados, a Lepe também auxilia seus clientes tentando preencher lacunas deixadas no mercado por fornecedores que encerram suas atividades no país. “Infelizmente muitas companhias não suportam mais a longa crise e entram em colapso, fazendo com que os clientes busquem novas fontes, com saúde financeira estável, como é o caso da Lepe, que mantém medidas de austeridade em um mercado cuja economia vive constantes altos e baixos”, afirma Francisco Júnior.

RESULTADOS – Os resultados dessa política pés no chão da Lepe só serão sentidos mesmo, como diz Francisco Júnior, no médio e longo prazos. “A indústria precisa de previsibilidade e também de inflação baixa para que possa, além de reduzir custos, somado às medidas de desburocratização e a reforma tributária, competir na produção com outros países em condições de igualdade”, afirma.

Segundo o estudo “O Horizonte para a Indústria de Autopeças”, realizado pela Automotive Business em parceria com a Reed Exhibitions, divulgado em maio, a maior parte das empresas do segmento (45%) aposta na expansão de 16% a 25% do mercado brasileiro de autopeças nos próximos cinco anos. “A Lepe compartilha desse otimismo para o futuro, ou seja, de três a cinco anos. E precisamos estar prontos para, assim que as reformas forem implementadas e o mercado sinalizar positivamente, retomarmos os investimentos”, argumenta o executivo.

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