Metal Mecânica

MackGraphe firma parceria com Bluefields para fomentar aplicações de grafeno

O Instituto Mackenzie de Pesquisas em Grafeno e Nanotecnologias (MackGraphe), celebra um acordo de colaboração com a Bluefields Aceleradora. A sinergia consiste no interesse mútuo em fomentar aplicações de grafeno na indústria brasileira, especialmente recorrendo a startups e programas de inovação. O intuito é alavancar o ecossistema, ainda em fase inicial no Brasil, por meio do uso da nanotecnologia em suas diversas aplicações no mercado.

 

Para o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, José Inácio Ramos, este é um momento de grande importância para a instituição, “projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos por nossos alunos podem avançar mais um degrau na escala de maturidade tecnológica, com a expertise da Bluefields, inclusive na busca de investidores e grandes empresas. O Mackenzie quer contribuir cada vez mais neste momento ímpar do grafeno, por meio da convergência entre academia, grandes empresas e startups, possibilitando dessa forma que essas iniciativas saiam do ambiente universitário e ganhem o país e o mundo.”

A Bluefields Aceleradora já está instalada no prédio de pesquisa e inovação do MackGraphe e, juntos, estão ativamente na busca de parceiros pioneiros para projetos como o Acelera Nano (programa de inovação e aceleração de graphene-based startups) e projetos de inovação aberta no modelo tríplice-hélice que visam criar, a partir da estratégia das empresas parceiras e demandas do mercado, startups que resolvam desafios de negócio e sustentabilidade utilizando o grafeno.

O grafeno é um material revolucionário formado por átomos de carbono conhecido por seu grande potencial tecnológico em diferentes áreas. De acordo com o The Graphene Council, este nanomaterial possui aplicações em mais de quarenta verticais de mercado. Isto inclui indústrias massivas como automobilística, eletrônicos, aeroespacial, esportiva, defesa e construção. Outro benefício é que o grafeno aprimora o número de vezes em que plásticos podem ser reciclados. Na saúde, esta tecnologia pode ser usada para medir a glicose no suor, detectar alergias alimentícias por meio do celular, e até ser usada para descobrir novas drogas. Grandes empresas dos setores aeroespacial, automobilístico, eletrônico, telecomunicações, energia, químico e plástico já tem usado e testado este nanomaterial como insumo. Muitas dessas empresas também comercializam produtos contendo grafeno. Outro fator importante é que, conforme as aplicações se desenvolvem em diferentes segmentos de mercado, a oferta desse material ganha incentivo e viabilidade econômica.

Roberto Tsukino, Innovation Account Manager e vice-presidente da Bluefields Aceleradora, é mestre em Ótica Quântica e diz: “estamos muito animados por acelerar inovação com a tecnologia do grafeno, um assunto que estudei na graduação e que agora podemos avançar da pesquisa para a prática por meio das startups.”

A Bluefields Aceleradora já impulsionou cerca de 500 empreendedores desde sua origem em 2016. Por meio de programas de validação e aceleração, colabora com as startups durante as diferentes etapas da jornada empreendedora. Possui em seu histórico corporativo projetos com a Jacto, do setor agroindustrial, assim como programas de tríplice-hélice (iniciativa que une governo, empresas e universidade) relacionados à biotecnologia.

A colaboração entre o MackGraphe e a Bluefields Aceleradora avança para um novo ciclo de transição da academia para a indústria. Atualmente, além dos projetos de inovação e startups, as partes também estão colaborando, com a liderança de empreendedores, na criação da Startup Grafeno – uma comunidade digital gratuita para reunir startups com aplicação de grafeno. Além disso, MackGraphe e Bluefields prometem lançar no segundo trimestre de 2021 um grande mapeamento de graphene-based startups ao redor do mundo. Tais avanços representam extrema importância para o fomento das aplicações de grafeno no país.

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