Eletrônica e Informática

Maioria dos brasileiros revisa ou ajusta regularmente as configurações de privacidade dos sites e aplicativos

A grande maioria dos brasileiros (79%) revisa ou ajusta regularmente as configurações de privacidade dos sites e aplicativos que utilizam. Ainda assim, 38% afirmam não sentir controle sobre a forma como seus dados pessoais são tratados online. Esse dados são de nova pesquisa da NordVPN.

“Os resultados do Brasil mostram que estar ciente dos riscos de privacidade nem sempre significa sentir controle sobre seus dados pessoais”, diz Marijus Briedis, CTO da NordVPN. “As pessoas podem entender como seus dados estão sendo coletados e tomar medidas para se proteger, mas ainda assim sentir que o verdadeiro controle está nas mãos de plataformas, aplicativos e empresas.”

Os brasileiros estão adotando medidas práticas para proteger sua privacidade, mas a pesquisa mostra limites claros sobre o quanto essas ações geram confiança.

Um em cada cinco brasileiros afirma não entender como seus dados pessoais são coletados e utilizados por serviços online e plataformas de redes sociais. Quando o dinheiro entra na equação, a falta de confiança aumenta ainda mais: 36% não se sentem seguros ao inserir informações de pagamento em sites de compras online.

O ponto mais fraco está na sensação de controle. Apenas 60% dos brasileiros sentem que controlam a forma como seus dados pessoais são tratados online, o que significa que quatro em cada dez não se sentem totalmente empoderados depois que suas informações são compartilhadas.

“Manter a privacidade hoje exige que as pessoas tomem dezenas de pequenas decisões em diferentes serviços”, afirma Briedis. “Se as configurações não são claras, as permissões são excessivas ou as práticas de coleta de dados são difíceis de entender, até usuários cuidadosos podem sentir que têm apenas uma compreensão parcial sobre como seus dados estão sendo tratados.”

Os resultados do Brasil se destacam dentro de um cenário global mais amplo. Em 23 mercados analisados, as notificações sobre vazamentos de dados aparecem entre as maiores expectativas relacionadas à privacidade: 92% dos brasileiros querem ser informados imediatamente caso seus dados pessoais sejam comprometidos, percentual acima da média global de 87%. Ao mesmo tempo, a confiança antes de um incidente continua mais frágil.

A comparação internacional também mostra que preocupação e sensação de controle nem sempre caminham juntas. O Brasil faz parte de um grupo de mercados, ao lado de México, Taiwan e Hong Kong, onde a alta preocupação com vazamentos de dados vem acompanhada de uma percepção mais forte de controle pessoal. Já em países como Suécia, Noruega, Japão, Dinamarca e Polônia, a diferença entre querer alertas sobre vazamentos e sentir controle sobre os dados é significativamente maior.

Os usuários não conseguem controlar todas as decisões que as empresas tomam sobre seus dados, mas podem reduzir exposições desnecessárias e dificultar o uso indevido de suas contas.

Marijus Briedis recomenda focar em medidas práticas para fortalecer a privacidade no dia a dia:

– Revisar permissões de aplicativos e remover acesso à localização, contatos, câmera, microfone ou fotos quando não forem necessários;

– Compartilhar o mínimo possível de informações ao criar contas, especialmente em campos opcionais;

– Usar senhas fortes e únicas e ativar autenticação multifator;

– Verificar regularmente as configurações de privacidade em redes sociais, sites de compras e aplicativos;

– Ter cuidado ao inserir dados de pagamento online, conferindo o endereço do site e evitando salvar cartões em plataformas pouco confiáveis;

– Utilizar ferramentas de cibersegurança que bloqueiem sites maliciosos, rastreadores, anúncios invasivos e downloads perigosos, como a NordVPN;

– Levar notificações de vazamento de dados a sério. Caso seus dados sejam expostos, alterar senhas afetadas, ativar autenticação multifator e monitorar mensagens ou tentativas de login suspeitas.

MetodologiaMetodologia

A pesquisa foi realizada com residentes do Brasil entre 18 e 74 anos. A amostra contou com mil entrevistados e foi nacionalmente representativa entre usuários de internet, com cotas definidas por idade, gênero e local de residência. Os participantes foram recrutados por meio do painel Cint. O trabalho de campo ocorreu entre 10 de fevereiro e 8 de abril de 2026. Globalmente, 22 mil pessoas participaram do levantamento.

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