Metal Mecânica

Mercado brasileiro de máquinas e equipamentos acumula crescimento de 29% até setembro

O mercado brasileiro de máquinas e equipamentos apresentou recuo tanto na receita líquida total como na receita líquida interna de agosto para setembro. A receita líquida total de R$ 19.433,87 milhões obtida no mês de setembro é 4,8% menor que a do mês anterior. Já a receita líquida interna de R$ 14.623,77 milhões do mês de setembro é 6,1% menor que do mês anterior. O desempenho do mês de setembro, porém, não anula a performance positiva do setor, que deverá fechar o ano com crescimento superior a 20% em relação a 2020, mesmo com a previsão da continuidade da redução da taxa anual de crescimento nos próximos meses, de acordo com a Abimaq, que divulgou os dados setoriais no dia 27 de outubro em coletiva de imprensa virtual.

A projeção de crescimento superior a 20% em 2021 está ancorada no desempenho setorial ao longo do ano. A receita líquida total acumulada de janeiro a setembro totalizou R$ 161.627,07 milhões, refletindo incremento de 29,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma comparação, a receita líquida interna acumulada nos primeiros nove meses de R$ 163.113,38 milhões é 37% maior.

O bom volume da carteira de pedidos, medida em número de semanas para atendimento, também garante o desempenho do setor. Em setembro, houve novo crescimento de 4,6%, atingindo 12,4 semanas. Em relação a setembro de 2020, a carteira de pedidos está 22,1% maior. O aumento da carteira de pedidos é bastante influenciado pelo setor fabricante de máquinas para infraestrutura e indústria de base, que passou de 18,1 para 29 semanas.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq diz que todos os segmentos representados pela entidade apresentaram desempenho positivo ao longo de 2021, com destaques fabricantes de máquinas para agricultura e máquinas rodoviárias, que devem fechar o ano com crescimento da ordem de 40%. Outro destaque positivo é o setor de máquinas para a indústria de transformação.

Velloso diz também que se observa um movimento de nacionalização da produção de partes e peças, como resposta ao forte aumento da cotação do dólar em relação ao real, dificuldades logísticas e disparada do preço de frete, que tornam a importação menos atraente que a produção local.

Para se ter ideia, o valor médio do frete de container de 40 pés estimado para a rota saindo da China e chegando no porto de Santos (SP) foi de US$ 8.199,49 em navios que desembarcaram no Brasil em setembro de 2021. Esse valor corresponde a 529,47% o valor médio estimado para o mesmo mês, em 2020, que foi de US$ 1.302,60. (Franco Tanio)

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