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Mercado de carros voadores de São Paulo e Rio de Janeiro pode movimentar US$ 7,3 bilhões até 2040

Considerando apenas São Paulo e Rio de Janeiro, o mercado de eVTOL (carro voador) será de aproximadamente 10 mil unidades, com receita potencial de US$ 7,3 bilhões até 2040, de acordo com levantamento da Avantto. “São Paulo possui um grande potencial de rota para eVTOLs entre aeroportos e centro financeiro. Uma viagem de 30km deverá custar US$100,00  por passageiro, com redução gradual com o avanço da tecnologia e aumento da demanda, sendo tão acessível quanto uma viagem de taxi ou aplicativo”, afirma Rogerio Andrade, CEO da Avantto.

 

Para acompanhar isso, o setor está se movimentando para preparar uma mão de obra capacitada, com pilotos, engenheiros etc., uma vez que o tempo é curto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu  no dia 22 de maio, a Consulta Setorial n° 03/2024 com a proposta regulatória para emissão de licenças e habilitações para aeronaves eVTOL. O documento apresenta a visão atual da agência sobre como os primeiros pilotos dessas novas aeronaves poderão ser habilitados.

 

A euforia pôde ser vista na Expo eVTOL, principal feira da América Latina sobre o mercado de carros voadores, encerrada no dia 23 de maio, no Expo Center Norte – Pavilhão Amarelo, em São Paulo (SP). O evento contou com participação das principais empresas do ecossistema, como as fabricantes, como a chinesa eHang e as brasileiras Vertical Connect e Moya, além de operadores, como a Gol e a Azul.

 

Com o fim dos fóruns, o cenário foi de otimismo. “É uma contagem regressiva. Em um tempo bem curto, no máximo de dois anos, devemos ter essas aeronaves voando bem, inclusive no Brasil”, afirmou Gustavo Ribeiro, diretor do Voo Limpo e moderador dos fóruns.

 

Os depoimentos dos participantes corroboram com isso. Para se ter uma ideia, Tiago Costa, líder de Aeronáutica da Eve Air Mobility, braço da Embraer, afirmou que o eVTOL da Eve vai voar ainda neste ano.

 

Com isso, todo o ecossistema dos carros voadores brasileiros está se movimentando. As operadoras Gol e Azul declararam que o foco inicial serão os voos intrarregionais, a partir de 150km, mas o grande desafio, ainda, são o vertiportos que devem demorar até 2 anos para serem construídos.

 

“Há uma lacuna de voos para 100km e 400 km, e é exatamente neste nicho que queremos atuar. Os eVTOLs tem potencial de cobrir 80% dos voos realizados hoje com helicópteros. A expectativa é reduzir o tempo de viagens como, por exemplo, entre São Paulo e Riviera”, afirma Camilo Oliveira, da área de relações Institucionais da Azul,.

 

“O grande desafio é a infraestrutura já que os helipontos não são suficientes para a operação dos eVTOLS. Temos um grande caminho a percorrer, mas acreditamos que até 2027, o VX4, a aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL) da Vertical Aerospace, já esteja em operação”, comenta Sergio Quito, presidente do Conselho de Segurança e Operações de Voo da Gol. “Além disso, o nosso objetivo é ser inclusivo, por isso, devemos ter uma aeronave para até 6 passageiros reduzindo o preço e aumentado a capacidade, até 2032”, conclui.  (foto/divulgação)

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