Metal Mecânica

Mercado de máquinas-ferramenta nos EUA enfrenta desaceleração na entrada de pedidos

Os pedidos de produtos de tecnologia da manufatura cresceram 3% em fevereiro, em relação ao mês anterior, para US$ 277,9 milhões no mercado dos EUA, de acordo com dados divulgados pela AMT – The Association For Manufacturing Technology. Os pedidos foram 16,5% menores que em fevereiro de 2019. No acumulado do bimestre, os pedidos somaram US$ 547 milhões, 26,2% menores que no mesmo período do ano anterior.

 

“Antes de ser afetados pela pandemia, predizíamos que entrada de pedidos para produtos de tecnologia da manufatura  seria mais baixa na primeira metade do ano, com uma aceleração na segunda”, diz Douglas K. Woods, presidente da AMT. “Claramente, a desaceleração será muito mais severa do que poderia ser prevista. Continuamos com a previsão de retomada mais para o final do ano, mas deverá levar um bom tempo para voltarmos aos níveis pré-crise, à medida que a economia global, a economia dos EUA e a indústria manufatureira lentamente ganha ritmo.”

 

Segundo Woods, como todas as indústrias são afetadas, algumas mais que outras, com cancelamentos de pedidos ou adiamento dos pedidos esperados devido aos longos prazos de entrega de alguns equipamentos industriais e urgente necessidade de reequipamento industrial para atender à produção relacionada à crise, alguns bolsões de investimentos continuam.

 

“À medida que avançamos para a saída da crise, a indústria de tecnologia da manufatura será crítica para aumentar a fabricação de produtos e equipamentos que nossa economia necessita para seguir adiante, como equipamentos de filtração de ar, equipamentos médicos e de laboratório, automação, farmacêutica, equipamentos de proteção individual, defesa e outros produtos. Essas oportunidades vão criar dinamismo na indústria de tecnologia da manufatura até 2021 e depois, atendendo não só as necessidades domésticas como as globais.”

 

Ainda segundo o presidente da AMT, a pandemia expôs claramente os riscos da excessiva dependência na não diversificação da cadeia de suprimentos global para fabricar os produtos  e equipamentos necessários em tempos de crise – seja ela o surto de uma doença, uma crise econômica, ou um grande conflito militar. “Cadeias de suprimentos centralizadas em países estrangeiros provaram-se prejudiciais para a capacidade de os Estados Unidos efetivamente reagirem à crise. Revitalizar o setor de manufatura pode proporcionar aos EUA uma cadeia de manufatura autossuficiente para apoiar nossa base industrial numa crise”, encerra.

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