Mercado de smartphones da América Latina cresce 2% no segundo trimestre

O mercado de smartphones da América Latina cresceu 2% no segundo trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 34,3 milhões de unidades, apesar da queda em dois dos principais mercados regionais, Brasil (-3%) e México (-10%). A Samsung manteve sua liderança dominante, crescendo 8% em relação ao ano anterior, atingindo 11 milhões de unidades. Os modelos Galaxy A06 e A16 representaram mais de 60% das vendas da Samsung, ressaltando a importância da acessibilidade para atingir escala de volume. Os dados são da pesquisa mais recente da Canalys, parte da Omdia,
A Xiaomi manteve o segundo lugar, crescendo 8%, com um recorde de vendas de 6,7 milhões de unidades. A Motorola ficou em terceiro lugar, com queda de 10% nas vendas, para 5,1 milhões de unidades. Honor e Transsion completaram o top 5 com resultados contrastantes; a Honor cresceu 70%, atingindo um recorde de vendas de 2,9 milhões de unidades, enquanto a Transsion caiu 23%, para 2,4 milhões de unidades.
“O mercado de smartphones da América Latina continua apresentando uma demanda consistentemente forte, retornando ao crescimento no segundo trimestre de 2025, após uma correção de estoque ter causado queda no primeiro trimestre”, diz Miguel Pérez, analista sênior da Canalys. “A retomada da Samsung voltou, impulsionada por sua marca confiável e pelo posicionamento direcionado da série Galaxy A de baixo custo. Enquanto isso, a Xiaomi e a Honor alcançaram remessas trimestrais recordes até o momento, demonstrando adaptabilidade em um cenário competitivo. As versões 4G do Redmi A5 e 14C impulsionaram o crescimento da Xiaomi, especialmente na Argentina, Colômbia e América Central. O desempenho da Honor foi amplamente impulsionado por seus modelos da série X, juntamente com a versão ‘Lite’ do Magic7 e da série 400. A América Central se tornou a base principal da Honor, ultrapassando o México como seu maior mercado na região durante os dois primeiros trimestres de 2025.”
De acordo com Pérez, apesar do crescimento marginal do mercado de smartphones na América Latina no segundo trimestre de 2025, os mercados regionais variaram significativamente. “O Brasil, o maior mercado da região, apresentou queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2024, devido à saturação da demanda após um forte impulso competitivo nos últimos anos. As remessas para o México caíram 10%, já que a demanda fraca causou quedas anuais em todos os principais fornecedores. Enquanto isso, o crescimento no segundo trimestre foi proveniente da América Central, Colômbia e Argentina, que cresceram a taxas de dois dígitos. Os dois últimos mercados apresentaram forte recuperação após quase dois anos de ajustes socioeconômicos e políticos”, explica.
“O segmento de entrada impulsionou em grande parte o crescimento da região no segundo trimestre de 2025, mas os fornecedores de smartphones precisam ter cuidado para não depender excessivamente desses segmentos para o desempenho a longo prazo”, comentou Pérez. “A incerteza macroeconômica persistente paira em meio ao medo de tarifas dos EUA, e o segmento de entrada pode se tornar rapidamente frágil. A competitividade a longo prazo dependerá de modelos operacionais diversificados dos fornecedores, oferecendo produtos adicionais nos segmentos de médio e alto padrão, bem como no ecossistema mais amplo de dispositivos conectados. Além disso, uma estratégia completa de cobertura de canais é fundamental para sustentar a escala e gerar confiança nas marcas.” (Franco Tanio)

