Eletrônica e Informática

Mesmo em meio a incertezas, maior parte das empresas do setor eletroeletrônico prevê crescimento nas vendas em 2025

Realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a sondagem de conjuntura de agosto de 2025 registrou piora nos indicadores de vendas do setor ao comparar com a pesquisa anterior, relativa ao mês de julho de 2025. De acordo com o levantamento, 38% das empresas apontaram crescimento nas vendas/encomendas em relação a agosto de 2024. Este resultado é 13 pontos percentuais inferior ao registrado na pesquisa anterior, na qual 51% indicavam crescimento. Houve também elevação no número de empresas que indicaram queda nas vendas, que passou de 26% (na pesquisa anterior) para 29%.

 

Em comparação com o mês imediatamente anterior, o número de empresas que mencionaram elevação nas vendas/encomendas também apresentou redução de 17 pontos percentuais, passando de 46% para 29%.

 

Outro indicador adverso nessa sondagem foi o aumento de 40% para 42% nos relatos de negócios abaixo do esperado.

 

Já a utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável, 78%, aumento de 1 ponto percentual. Esta variável vem se mantendo praticamente neste patamar desde o final do ano passado.

 

Para o nível de emprego, houve piora, com redução de 7 pontos percentuais no número de empresas que citaram expansão no número de funcionários. Este dado passou de 14% do total de entrevistadas em julho para 7% em agosto. No entanto, o percentual de empresas que relataram queda no nível de emprego se manteve em 11%. Além disso, 82% das empresas entrevistadas mencionaram estabilidade no nível de emprego.

 

Com relação ao comércio internacional, observou-se aumento no número de empresas que citaram crescimento nas exportações ao comparar com igual período do ano passado, que estava em 32% em julho e passou para 37% em agosto.

 

A pesquisa de agosto indicou normalidade na situação dos estoques de matérias-primas e componentes e de produtos acabados, o que foi relatado por 70% e 69% das empresas, respectivamente.

 

Nesse levantamento, 13% das entrevistadas mencionaram dificuldades na obtenção de financiamentos para capital de giro, embora 63% das empresas pesquisadas não utilizem esse instrumento. 30% das pesquisadas relataram pressões em alguns custos, tais como de energia, água, impostos, entre outros.

 

TARIFAÇO – Com relação ao tarifaço, das empresas que exportam para os EUA, 39% relataram sofrer impactos decorrentes da medida, 50% entendem que ainda é cedo para avaliar e 11% afirmaram não sofrer com a tarifa. Entre as principais dificuldades mencionadas estão o cancelamento de pedidos e a necessidade de negociações relacionadas aos preços.

 

COMPONENTES E MATÉRIAS-PRIMAS – Desde o início do ano passado, as sondagens vêm mostrando que permanece baixo o número de empresas com dificuldades na aquisição de componentes e matérias-primas em função da falta destes itens no mercado. Neste levantamento, 7% das entrevistadas apontaram este tipo de dificuldade.

 

No caso de semicondutores, 7% das entrevistadas que utilizam estes itens em sua produção apontaram dificuldades na sua aquisição.

 

Porém, 31% do total de empresas relataram pressões nos custos de componentes e matérias-primas, registrando percentual ainda elevado para esse ano.

 

GARGALOS LOGÍSTICOS – Analisando os dados dos gargalos logísticos, notou-se aumento de 1 ponto percentual no total de empresas exportadoras que relataram problemas no envio de cargas por via marítima, que passou de 13% em julho para 14% em agosto.

 

No caso das importações, diminuíram as indicações de atrasos no recebimento de cargas importadas, considerando todos os modais de transporte, recuando de 25% para 18% das empresas da pesquisa.

 

EXPECTATIVAS – A sondagem referente ao mês de agosto mostrou que, mesmo em um cenário de incertezas, a maior parte da indústria elétrica e eletrônica projeta crescimento para 2025: a sondagem indicou que 59% das entrevistadas estão prevendo crescimento nas vendas/encomendas em 2025.

 

Ainda para 2025, 26% das empresas esperam estabilidade e 15% projetam queda em relação ao ano passado.

 

Para 2026, segundo a pesquisa, 60% das entrevistadas projetam crescimento, 33% estabilidade e 7% queda.

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