Eletrônica e Informática

Refinarias de petróleo aumentam investimentos em tecnologia digitais

As refinarias seguem aumentando investimentos em tecnologias digitais, ainda que o impacto nas margens operacionais ainda seja baixo, de acordo com o novo estudo da Accenture. “Digital Re-Definery ” é o terceiro estudo anual da Accenture sobre o uso da tecnologia digital na indústria de refino, e tem como base uma pesquisa com 145 profissionais da área petrolífera, incluindo executivos de alto escalão, líderes funcionais e engenheiros de refinarias do mundo todo, inclusive do Brasil.

Segundo o levantamento, ao longo do último ano o número de refinarias com melhorias acima de 10% nas margens devido às tecnologias digitais caiu de 11% para 3%. Já as refinarias com impacto nas margens entre 7 e 10% passou de 19% para 11% e aquelas com melhorias nas margens entre 2% e 6% baixou de 46% para 38%.

Quando questionados sobre quais tecnologias geraram os maiores impactos nas suas margens operacionais ao longo do últimos três a cinco anos, analytics avançado ficou entre os três itens mais citados pelo maior número de entrevistados (62%), ultrapassando qualquer outra tecnologia digital. Em seguida vieram plataformas (46%) e sensores de IoT e computação de ponta (edge computing) (43%).

Por outro lado, apenas 3% dos executivos de refinarias notaram valores significativos (acima de 100 milhões de dólares) advindos do digital, comparado a 6% em 2018. Aqui, uma boa parte (28%) acredita que o digital esteja impulsionando algo em torno de 5 milhões de dólares ou mais nos negócios de suas empresas. O estudo sugere que os desafios para o escalonamento das iniciativas digitais sobre a base de ativos é o que impede as refinarias de capturar todo o valor que o digital pode oferecer.

Ainda assim, os gastos com essas tecnologias seguem aumentando em ritmo semelhante ao dos anos anteriores, com 56% dos entrevistados investindo mais ou significativamente mais em tecnologias digitais do que há 12 meses. Quando questionados sobre as áreas mais impactadas positivamente pelos investimentos em tecnologias digitais, planejamento e execução de produtos estão entre os três itens mais citados por 59% dos executivos, seguidos por manutenção e credibilidade (50%) e projetos de engenharia e de capital (30%).
Ao mesmo tempo, as refinarias estão ficando cada vez mais realistas na avaliação de suas capacidades digitais. Neste estudo, apenas 44% dos participantes classificaram o uso de tecnologias digitais em suas operações de refino como maduras1 ou parcialmente maduras2, contra 48% no ano passado.

O levantamento indica que, assim como acontece com a maioria dos programas de transformação, as pessoas são a peça fundamental para o sucesso. Contudo, o número de refinarias que encontram resistência em suas equipes e cultura organizacional para uma implantação mais ampla das tecnologias digitais aumentou consideravelmente, passando de 33% em 2018 para 48%. De acordo com o estudo, vencer os últimos obstáculos da transformação digital, garantindo uma maior adoção em toda a organização, embora desafiador, é fundamental para o sucesso do digital nas operações de refino.

“As empresas do setor ainda estão tentando entender como otimizar a entrega de resultados em suas operações”, explica Tracey Countryman, diretora executiva e líder para a prática de Industry X.0 na Accenture Resources. “Não existe uma resposta única para a melhor forma de organizar a integração entre as tecnologias da informação e as tecnologias operacionais, já que isso depende da cultura organizacional e estratégia de liderança de cada empresa. Com tantos conceitos comprovados, é importante que as empresas revisitem seus processos operacionais para que um aumento de escala e ritmo seja efetivamente possível”.

Seguindo esse raciocínio, as refinarias já estão tomando as medidas necessárias. Ao todo, 83% já estão enfrentando os desafios da convergência entre a tecnologia da informação (TI) e a tecnologia operacional em suas operações de refino, incluindo uma mudança no papel da TI, a criação de novas estruturas organizacionais para o digital, a formação de comitês executivos, a criação de novas posições C-level ou uma combinação entre essas iniciativas.

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