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Riqueza total de ativos investíveis no bloco dos Brics soma US$ 45 trilhões

A riqueza total de ativos investíveis atualmente mantida no bloco dos Brics é de US$ 45 trilhões, e espera-se que sua população de milionários aumente em 85% nos próximos 10 anos, de acordo com o primeiro Brics Wealth Report (relatório de riqueza dos Brics), publicado pela consultoria internacional de migração de investimentos Henley & Partners. Atualmente, há 1,6 milhão de indivíduos com ativos investíveis superiores a US$ 1 milhão no grupo das principais economias emergentes do mundo, incluindo 4.716 centimilionários, ou “centis”, e 549 bilionários.

 

O grupo original dos Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ganhou considerável poder financeiro e influência geopolítica com a inclusão neste mês de novos membros da região do Mena: Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O bloco dos Brics agora representa mais de 45% da população mundial e detém uma fatia maior (quase 36%) do PIB global do que os países do G7 (30%), quando ajustado pelo poder de paridade de compra (PPC).

 

De acordo com o CEO da Henley & Partners, dr. Juerg Steffen, o bloco dos Brics expandido apresenta oportunidades atraentes para investidores e empreendedores no mundo todo. “A inclusão de países do Mena não é apenas um realinhamento político, mas um reconhecimento de sua crescente importância econômica, oferecendo acesso a mercados de consumo em rápido crescimento, posição geográfica estratégica e ambientes culturais e empresariais únicos.”

 

CRESCIMENTO DA RIQUEZA – O novo relatório indica que, na última década, a riqueza privada cresceu impressionantes 92% na China, que agora tem 862.400 milionários, incluindo 2.352 centimilionários e 305 bilionários. A Índia assume o 2º lugar no ranking de HNWI dos Brics, com 326.400 milionários, incluindo mais de 1.000 centis e 120 bilionários, e o crescimento da riqueza aumentou 85% nos últimos 10 anos.

 

A população de milionários nos Emirados Árabes Unidos também disparou desde 2013, aumentando em 77%, e agora conta com 116.500 milionários, incluindo mais de 300 centimilionários. Na última década, houve um crescimento robusto da riqueza privada na Arábia Saudita e na Etiópia, com suas populações de milionários aumentando em 35% e 30%, respectivamente.

 

Segundo o especialista em finanças pessoais e investimentos Jeff D. Opdyke: “economicamente, nações não ocidentais, com os Brics na vanguarda, estão impulsionando o globo para uma nova realidade: uma nova ordem econômica, social e monetária emergente que está desafiando o que o mundo aceitou como normal por quase oito décadas.”

 

Nas projeções para a próxima década, a Índia se destaca no grupo dos Brics com uma previsão de aumento de 110% na riqueza per capita até 2033. A Arábia Saudita está em segundo lugar, com a expectativa de expansão de mais de 105% em sua riqueza per capita nos próximos 10 anos, seguida de perto pelos Emirados Árabes Unidos com 95%, China (85%), Etiópia (75%), África do Sul (60%) e Egito (55%).

 

CIDADES MAIS RICAS – A China detém a posição de cinco das 10 cidades mais ricas dos Brics, sendo Pequim a primeira colocada com 125.600 milionários, incluindo 347 centimilionários e 42 bilionários. Logo atrás, em 2º lugar, está Xangai (123.400 milionários), com Shenzhen (5º lugar com 50.300), Hangzhou (6º lugar com 31.600) e Guangzhou (9º lugar com 24.500) também integrando as 10 mais ricas.

 

Os Emirados Árabes Unidos e a Índia contam com duas cidades no ranking das 10 mais ricas. Dubai está em 3º lugar, com 72.500 milionários residentes (incluindo 212 centimilionários e 15 bilionários), e Abu Dhabi ocupa o 10º lugar com 22.700 HNWIs (68 centimilionários e 5 bilionários). Mumbai, considerada o centro financeiro da Índia, encontra-se em 4º, com 58.800 milionários (236 centimilionários e 29 bilionários), enquanto a capital, Delhi, está em 7º (com 31.000 milionários, incluindo 123 centimilionários e 16 bilionários), à frente de Moscou, que está em 8º lugar (30.300 milionários, com 207 centimilionários e 23 bilionários).

 

A capital da Federação Russa é a única cidade entre as 10 mais ricas com uma população de milionários em declínio na última década. Moscou registrou uma queda de 24% nos HNWIs, enquanto as demais cidades mais ricas nos Brics observaram um crescimento significativo na riqueza privada, variando de 75% (Abu Dhabi) a uma surpreendente marca de 140% de milionários a mais do que em 2013, no caso de Shenzhen.

 

O líder de pesquisa da New World Wealth, Andrew Amoils, diz que cinco cidades dos Brics para se observar são Bengaluru, Cidade do Cabo, Gidá, Riade e Sharjah, já que todas devem apresentar um crescimento de riqueza acentuado (acima de 80%) na próxima década.

 

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