Eletrônica e Informática

São Paulo é única cidade da América do Sul a figurar no ranking das cidades inovadoras

São Paulo é uma das cidades inovadoras “emergentes”, categoria que indica que a região apresenta desempenho relativamente forte em inovação, mas está atrasada em talentos, segundo pesquisa global Innovation Geographies da JLL (Jones Lang LaSalle). A capital paulistana é a única da América do Sul a figurar no ranking que inclui também as metrópoles de Osaka e Dubai entre as emergentes. A pesquisa mostrou que as cidades mais inovadoras e com maior concentração de talentos do mundo apresentaram crescimento econômico e desenvolvimento imobiliário mais rápido e mais vigoroso na última década.

Para realizar o estudo, a JLL, uma das mais importantes consultorias imobiliárias do mundo, analisou 109 cidades em vários países e separou em rankings das que possuem ecossistemas de inovação mais sofisticados e aquelas de capital humano com maior talento para inovação, utilizando indicadores como investimentos em empresas de tecnologia, número de patentes, níveis de escolaridade, empregos ligados à tecnologia, atração de capital, entre outros.

A cidade de São Francisco lidera entre as mais inovadoras do mundo, seguida pelo trio asiático: Tóquio (2º lugar), Cingapura (3º) e Pequim (4º). Na sequência, entre as 10 primeiras, vêm: Londres, San José, Paris, Nova York, Boston e Seul.

Já no ranking entre as 10 cidades que mais concentram talento inovador, a capital britânica Londres aparece na liderança, seguida por: São Francisco, Washington, San Jose, Seattle, Boston, Sydney, Paris, Oslo e Melbourne.

O estudo confirma que cidades que combinam forte capacidade de inovação e concentrações de talentos se sobressaíram em termos econômicos ao longo das duas últimas décadas, como também revela uma ligação robusta entre inovação e cidades ricas em talentos e desempenho imobiliário.

Das 109 cidades analisadas, os nove principais mercados globais – Boston, Londres, Nova Iorque, Paris, São Francisco, Seattle, San José, Sydney e Tóquio – responderam por cerca de 37% do volume total de investimento anual imobiliário na última década.

As cidades que se classificam logo abaixo desses líderes, superando tanto o talento quanto a inovação, apresentaram uma alta significativa nos volumes de transações desde a crise financeira global. Por exemplo, o investimento imobiliário em Washington (EUA), considerada uma cidade rica em talentos, cresceu 260%, enquanto no caso de Stuttgart (Alemanha), uma cidade centrada em inovação, o volume quase triplicou.

Apesar da habitual liderança dos Estados Unidos e da Europa, o relatório da JLL mostra que a tendência é de forte crescimento entra as cidades asiáticas. Cidades chinesas expressivas como Pequim, Xangai e Shenzhen já aparecem com destaque, mas a expectativa é de que, nos próximos anos, outras metrópoles chinesas, assim como as indianas Bengaluru e Hyderabad figurem entre as 20 mais inovadoras, à medida que superem seus desafios sociais e ambientais.

“O setor imobiliário contribui de forma ativa para uma economia baseada em inovação, e não é apenas uma consequência disso. O verdadeiro valor do setor imobiliário é fornecer a infraestrutura e o ambiente para atividades produtivas que facilitem a criatividade, a inovação e o empreendedorismo, ao mesmo tempo em que promove um senso de comunidade e bem-estar para seus cidadãos em um modelo urbano sustentável”, diz Jeremy Kelly, diretor global de Pesquisa da JLL.

O estudo da JLL aponta que a inovação e o talento devem ser incluídos como indicadores na estratégia de investimento do mercado imobiliário, juntamente com mensurações mais tradicionais.

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