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Segurança cibernética: ano novo, realidade velha: os ataques se manterão em alta na indústria

Dyogo Junqueira

Ano novo, vida nova, certo? Nem sempre, principalmente quando o assunto é a segurança cibernética nas organizações públicas e privadas, justamente porque o avanço das tecnologias de combate aos ataques acontece na mesma proporção em que os criminosos se utilizam desta evolução para criar seus avançados mecanismos de invasão aos sistemas de dados empresariais e pessoais.

Nas empresas que atuam na indústria o cenário não será diferente e não deverá se alterar ao longo dos próximos anos e, mesmo com as projeções de aumento acentuado nos investimentos em tecnologias de segurança digital das organizações, a prevenção dos riscos deverá se manter na ordem do dia de todas as empresas. Os profissionais envolvidos devem estar atentos a isso e reforçar suas defesas e aumentar a sua capacitação técnica para atuar positivamente nas ocorrências que virão.

A lista de desafios a serem enfrentados é muito grande e está bem claro que o aumento de ataques na área cibernética se concentra atualmente contra o ransomware – que tem se mantido na liderança nos últimos anos entre as principais ameaças -, e inclui outros tantos fatores externos aos negócios, como os conflitos internacionais – guerras, por exemplo, entre outros que servem de pretexto para ação dos cibernéticos.

A falta de mão de obra de profissionais em TI e cibersegurança tem sido apontada por muitos como um dos principais obstáculos para este combate contra as ameaças. Entendemos isso, mas temos que considerar que as mais novas tecnologias de segurança atuais reduzem o trabalho dos profissionais, liberando-os para outras atividades em suas áreas.

As ferramentas são tão potentes, com uma série de recursos avançados que fazem o trabalho pesado: monitorar e atuar proativamente no bloqueio dos ataques. Os desafios aqui se concentram, na cultura das equipes de outras áreas, que não estão sendo muito bem treinadas para contribuir e saber como atuar diante de uma mensagem de e-mail ou arquivo malicioso que se apresenta como sendo verdadeiro. Capacitar os funcionários pode mitigar os riscos e a dependência da contratação de muitos profissionais. A solução do problema pode estar dentro de casa.

BRASIL – Os órgãos públicos e organizações empresariais estão amadurecendo e avançam no comprometimento com os investimentos em segurança cibernética. Para se ter uma ideia, nos últimos 2 anos em nossa organização nota um aumento de 64% no número de implementação de ferramentas de gestão da infraestrutura de TI e de estações de trabalho, o que reitera este compromisso das empresas com as demandas protetivas das aplicações de software e de sistemas de dados empresariais.

E não foi apenas a pandemia que tem impulsionado as empresas a investirem cada vez mais em segurança cibernética. Os negócios estão cada vez mais digitais, o que leva as pessoas a realizar suas compras online e a fazer transações bancárias e financeiras via aplicativo móvel e no computador pessoal. Na outra ponta estão os sistemas que sustentam toda esta movimentação, gerando uma enorme quantidade de dados de negócios e coleta de dados pessoais, impondo, cada vez, maior atenção para a segurança cibernética.

VIGILÂNCIA PROATIVA – Não importa o tamanho de sua empresa, a vigilância precisa ser contínua e proativa neste ano e nos vindouros, principalmente em cenários que levam em conta o aumento de situações envolvendo as previsões de segurança cibernética centradas em quatro áreas: malware e phishing; hacktivismo; regulamentações governamentais emergentes; e consolidação da segurança. Viveremos todas estas fases nos próximos anos e 2023 pode ser um marco nesta batalha caso as organizações se mantiveram atentas ao que vai acontecer em seu entorno.

Teremos mais um ano desafiador, mas, altamente promissor se os investimentos e regulamentações forem seguidas, novos degraus de segurança serão alcançados. Para isso dar certo, porém, será necessário elevar o grau de comprometimento já existente, afinal das contas, os criminosos estão sempre um passo à frente daqueles que lutam para promover ambientes seguros.

Dyogo Junqueira é especialista em Gestão de TI e vice presidente da ACSoftware.

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