Eletrônica e Informática

Sem investimento em semicondutores, crescimento econômico do Brasil pode ser comprometido

“O Brasil vai ficar fora das 10 maiores economias do mundo se não passar a investir em semicondutores.”  A afirmação é do professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e foi feita durante audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 13 de setembro, quando foram apresentadas as principais ações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para fomentar o desenvolvimento da indústria de semicondutores no Brasil). Para o professor, a indústria de semicondutores tem grande relevância na segurança econômica do país. “O Brasil tem um legado positivo no setor e não estamos sabendo aproveitar”, reforçou.

Os destaques da audiência pública foram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), prorrogado até 2026, e a Lei de TICs (Lei de Informática).

O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, mostrou que o Padis gera resultados como um faturamento de cerca de R$ 4 bilhões para a indústria nacional em 2022, investimentos de R$ 120 milhões em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em semicondutores, além de 2,5 mil empregos diretos.

Miguel também defendeu a necessidade de atualização e ampliação do Padis para aumentar a cadeia de valor de semicondutores no Brasil e a participação no mercado global. “Sem o Padis, nossa chance de atrair a indústria e desenvolver o segmento para participar da cadeia global de semicondutores é praticamente zero”, disse.

Em relação à Lei de TICS, o secretário do MCTI citou que o instrumento incentiva indústrias em mais de 80 municípios brasileiros, beneficia mais de 500 empresas e resulta em R$ 2,4 bilhões de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Henrique Miguel fez um retrospecto sobre a evolução das políticas públicas voltadas ao setor nas últimas décadas e afirmou que a indústria de semicondutores é estratégica para o país e transversal. “A falta de componentes como chips pode ter efeito nos mais variados setores como energia elétrica, transporte, saúde e abastecimento”, apontou.

Para o deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP), autor do requerimento da audiência, não há hoje no mundo nenhum componente tecnológico mais importante do que os semicondutores. “Estamos numa era digital e o Brasil, sendo um dos maiores países do mundo em população e produtor de equipamentos eletroeletrônicos, precisa investir em políticas públicas, pesquisa e inovação para desenvolver a indústria de semicondutores.”

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