Metal Mecânica

Setor de bens de capital recua 5,2% no primeiro trimestre

 

 

No primeiro trimestre de 2020 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou receita líquida de R$ 29 bilhões, o que representa queda de 5,2% na comparação com o último trimestre de 2019, mas crescimento de 2,3% sobre o primeiro trimestre de 2019. Os dados foram divulgados pela Abimaq no dia 28 de abril.

 

As vendas internas no trimestre somaram R$ 20 bilhões, refletindo queda de 5,3% em relação ao trimestre anterior e crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo período de 2019. De acordo com a Abimaq, a desaceleração nas vendas de bens produzidos no país no mercado doméstico é resultado da queda na atividade econômica já observada no último trimestre de 2019, mas que se aprofundou devido à pandemia do coronavírus.

 

As exportações, depois de crescer no mês de fevereiro, sofreram queda de 17% no mês de março em relação ao mesmo mês de 2019. Com esse resultado, o setor acumula queda de 12,6% na comparação com o mesmo trimestre de 2019 e de 11,1% em relação ao trimestre anterior.

 

De acordo com a Abimaq, embora o câmbio desvalorizado tenha colaborado na melhora das receitas, o setor está bem aquém do potencial histórico de vendas ao exterior (US$ 900 milhões).

 

As importações setoriais no mês de março recuaram 9,3% na comparação com fevereiro, mas cresceram 82% em relação a março de 2019, chegando a US$ 2,2 bilhões.

 

No primeiro trimestre de 2019 houve crescimento de 34,7% nas importações em relação ao mesmo trimestre de 2019 e de 73,3% em relação ao quarto trimestre de 2020. De acordo com a Abimaq o aumento nas importações foi relacionado à internalização de bens para o setor de óleo e gás, como tubos, válvulas e outros dispositivos para canalização, que juntos representam quase a metade das importações no período (US$ 880 milhões).

 

MARÇO – Em março de 2020, o setor de máquinas e equipamentos registrou faturamento de R$ 10,9 bilhões, crescimento de 10,6% sobre o mesmo mês de 2019. Esse avanço da receita total foi sustentado pela melhora nas vendas internas que registraram crescimento de 15,7% no mesmo período, em contrapeso ao arrefecimento das vendas ao exterior medidas em dólar que recuaram -12,6%.

Todavia, vale lembrar que há desaceleração na ponta. O quarto trimestre de 2019 já havia dado sinais de atividade econômica mais lenta. No período a receita encolheu 9,8% contra o trimestre imediatamente anterior. O resultado do primeiro trimestre de 2020 mostra continuidade dessa desaceleração (-5,2%).

 

E em março, já há registro de queda na comparação interanual (contra março 19) no nível de emprego (-1,2%), na carteira de pedidos (-13,4%) e no nível de utilização da capacidade instalada (-3,7%).

 

Diante dos desdobramentos da Covid-19 (coronavirus) no mundo, o cenário interno é incerto no curto prazo. O natural esfriamento da demanda, a dificuldade de obter insumos tanto nacionais quanto importados, as dificuldades em obter capital de giro são algumas dessas preocupações dos fabricantes.

 

A Abimaq informa que está monitorando todas estas questões diariamente, na intenção de abastecer as equipes do governo com informações que lhe permita exercer ações de mitigação dos impactos da pandemia da Covid-19 no setor produtivo.

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