Eletrônica e Informática

Sidia retira termos racistas de códigos de programação

O Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia decidiu retirar dos códigos de programação palavras com teor racista, como blacklist, master e slave. A iniciativa faz parte de um movimento maior dentro da instituição chamado de We Respect, que envolve atitudes e discussões em respeito aos direitos de todos e todas.

 

O movimento começou com a retirada de terminologias para códigos de programação que faziam referência à escravidão. Com isso, o instituto também se une a outras grandes empresas de tecnologia que fizeram o mesmo, este ano, como Microsoft, Twitter, Linkedin, Android, MySQL, entre outras.

 

“Estamos vivendo um momento significativo de busca pelo respeito ao outro e às minorias. Vimos isto com o movimento antirracista Black Lives Matter, nos EUA, e não só queremos nos unir a eles, como ampliar a iniciativa para toda e qualquer minoria”, ressalta o superintendente do Sidia, Chris Lee, citando a campanha We Respect.

 

Os colaboradores do Sidia receberam mensagens e dicas sobre quais palavras devem ser banidas do vocabulário de programadores e também no dia a dia de cada um. Há um cronograma de retirada das palavras nos códigos-fontes e eventos internos e virtuais serão realizados para reforçar a campanha.

 

“Além do racismo, também iremos abordar temas como a participação das mulheres na tecnologia, que hoje, praticamente é dominada pelos homens; a comunicação não-violenta e também a saúde mental”, explica a gerente sênior de Recursos Humanos do Sidia, Vivian Oliveira.

 

MUDANÇAS – Para quem trabalha com programação, é comum o uso associado dos termos master (mestre) para a versão principal de um projeto e slaves (escravos) que são as variações a partir do projeto original. Do mesmo modo, blacklist e whitelist sendo o primeiro considerado algo negativo e a ser evitado.

 

O Sidia sugere os seguintes termos para substituir essas expressões: blacklist pode ser trocado por blocklist; whitelist por allowlist; master por main e slave por secondary. “São pequenas atitudes que contribuem para uma nova visão de sociedade e para a criação de novos comportamentos. Nós, do Sidia, queremos fazer parte desta história de mudanças”, ressalta Vivian Oliveira, alertando que não é um processo rápido de se fazer, mas que é importante começar.

 

Além de comunicados internos e protocolos para que, de fato, a mudança ocorra dentro de códigos-fontes, também haverá eventos e palestras virtuais para se debater o tema durante todo o ano.

 

O Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia é hoje o maior instituto de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, sediado em Manaus, Amazonas, e com sede também em São Paulo. É responsável por implementar soluções digitais inovadoras para o mercado local e global.

 

Fundado em 2004, o Sidia atua no desenvolvimento de software embarcado para celulares, tablets, novas tecnologias vestíveis (wearables) e smart TVs, plataforma e aplicação para óculos de realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial e criação de games de classe mundial.

 

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