Metal Mecânica

Tecnologia adotada pela Samarco identifica anomalias em tempo real e reduz perdas na cadeia produtiva

Uma nova tecnologia adotada pela mineradora Samarco aprimorou o controle de processos de modo a minimizar perdas na cadeia produtiva.

 

A tecnologia, que começou a ser utilizada há cerca de três meses, é capaz de identificar, em tempo real, desvios e anomalias nos processos, antecipando-se aos problemas.

 

A iniciativa consistiu na implementação das funcionalidades necessárias para a gestão de parâmetros de qualidade, monitorados pelo Centro de Operações Integradas (COI) da empresa.

 

Ao detectarem qualquer alteração nos parâmetros críticos, os mecanismos rapidamente acionam alertas automáticos para as equipes operacionais da companhia.

 

Na prática, cerca de 40 parâmetros passaram a ser monitorados automaticamente nos concentradores 2 e 3, mineroduto 3 e usinas de pelotização 3 e 4, com regras definidas e notificações integradas. Como resultado, a média mensal de desvios relacionados ao ferro, por exemplo, alcançou uma redução de quase 50%.

 

A ação preventiva também evita que pequenos desvios evoluam para falhas, comprometendo a qualidade e o ritmo da produção. “Com menos desvios, reduzem-se também as anomalias, contribuindo para a manutenção da qualidade, performance e estabilidade operacional”, afirma  a coordenadora do Centro de Operações Integradas, Ludmila Beghini.

 

Segundo ela, a gestão de eventos de qualidade demonstra como o uso estratégico da tecnologia, aliado à atuação preventiva das equipes, pode transformar dados em valor, promovendo mais controle, produtividade e sustentabilidade nos processos industriais.

 

As próximas fases do projeto preveem a expansão do monitoramento para parâmetros ambientais, hídricos e atmosféricos, bem como para parâmetros referentes a ativos operacionais.

 

AMARRAÇÃO – Esta não foi a única solução inovadora adotada pela Samarco recentemente. A empresa também implementou uma nova tecnologia na amarração de navios para conferir mais segurança ao processo que é utilizado especificamente no Porto de Ubu, localizado em Anchieta (ES).

 

Denominada Berth Alert, a tecnologia, desenvolvida pelas gerências do Porto e de Tecnologia da Informação, em parceria com a empresa australiana OMC Internacional, permite prever os esforços aos quais os cabos de amarração serão submetidos durante a permanência das embarcações no porto, permitindo maior eficiência operacional e maior segurança nas operações marítimas.

 

A tecnologia baseia-se na análise de dados meteoceanográficos coletados por estações de monitoramento localizadas em diferentes pontos da costa, além de informações locais do próprio porto. Esses dados alimentam um modelo preditivo capaz de estimar, com até 60 horas de antecedência, as tensões nos cabos e no sistema de amarração como um todo.

 

Com essa previsão, a ferramenta passou a apoiar de forma direta a tomada de decisão nas operações portuárias, oferecendo mais segurança e precisão na identificação de janelas favoráveis para atracação, permanência e desatracação dos navios.

 

Esse suporte é importante em Ubu, uma vez que os rebocadores estão posicionados no Porto de Vitória, a capital capixaba, exigindo planejamento antecipado para garantir a continuidade e a segurança das atividades ali.

 

“A iniciativa é reflexo das ações de segurança náutica que temos implementado e se tornou uma das principais fontes de dados para respaldar nossas tomadas de decisões”, diz Marco Antônio Muniz Gamaro, engenheiro especialista da gerência do Porto de Ubu. “Além de ser um diferencial estratégico, ela contribui para um ambiente operacional cada vez mais seguro, moderno e confiável”.

 

A Samarco também deu início às novas atividades de dragagem no porto. Trata-se de um procedimento de rotina realizado em todos os portos, que visa retirar da área portuária os sedimentos que se depositaram a partir de um processo natural, causado pelo próprio movimento da maré e de correntes.

 

A dragagem é importante para manter um nível de profundidade adequado para as operações de atracação e desatracação dos navios, garantindo assim a segurança operacional e ambiental na movimentação das embarcações. A ação é realizada, em média, a cada três anos. (texto: Alberto Mawakdiye/foto: divulgação)

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